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Eduardo encurralado. Direção nacional do PMDB anuncia intervenção para destituí-lo!
Definitivamente, Eduardo Moreira errou feio na avaliação dos riscos possíveis quando fez a operação isolada de renunciar a candidatura ao governo e passar a apoiar Raimundo Colombo. Imaginava que, com Luiz Henrique e outros líderes do partido, conseguiria contornar a situação no PMDB catarinense e em poucos dias as “melancias estariam acomodadas no caminhão”. Longe disso. Ontem a direção nacional do PMDB deflagrou o processo de intervenção no comando do partido no estado, com firme propósito de destituí-lo. Havia anunciado a intenção na terça-feira, mas abriu prazo de dois dias, a pedido dos deputados federais do partido no estado, para que fosse desfeita a “operação Eduardo”. Como o prazo venceu ontem e nada foi feito, e a reunião da direção estadual pela manhã não se posicionou a respeito, a ameaça foi cumprida. O site do PMDB nacional marcava 16h59min quando foi publicado o anúncio da intervenção. Foi uma bomba. Eduardo reagiu, acionou advogados, mas já está correndo o prazo para recurso (oito dias), e depois será nomeada a comissão provisória de intervenção. Independentemente do que venha a acontecer nos próximos dias, o PMDB catarinense foi gravemente atingido com tudo isso. O tamanho do estrago ainda não pôde ser calculado. Mas é grande. O partido vai inevitavelmente rachado para a eleição. E Eduardo está com sua carreira política seriamente ameaçada.
O motivo
Trecho da nota da executiva nacional do PMDB, que teve o título “Intervenção em Santa Catarina”:
“Após várias articulações com a direção nacional do PMDB, o então pré-candidato ao governo Eduardo Moreira insistiu em se reunir com o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, e a candidata do PT a presidente, Dilma Roussef, com quem tinha compromisso eleitoral de apoio em Santa Catarina. O compromisso assumido gerou atitudes do PT em estados onde havia empecilhos à coligação. Diante de fatos de tal envergadura, a executiva nacional se vê obrigada a assegurar que compromissos assumidos sejam integralmente cumpridos”.
A porta
Eduardo Moreira vai aterrissar em Brasília na terça-feira para apresentar suas razões e tentar reverter a intervenção. Porta-voz da direção nacional anunciou ontem à noite que, se não houver “fatos novos”, a comissão de intervenção será nomeada em seguida. O fato novo esperado pode ser a renúncia de Eduardo do comando do partido.
Bem menos
A atitude da direção nacional do PMDB serve para mostrar que o ex-governador Luiz Henrique não tem a força que dizia ter em Brasília e na cúpula nacional do partido.
PSDB reage
Na reunião estadual do PMDB, ontem pela manhã, foi colocada à mesa a proposta de “liberar” o partido no estado em relação à eleição para presidente. Seria uma forma de “apaziguar os ânimos”. E ficou no ar. Para decidir na convenção, dia 26. Mas o governador Pavan reagiu, mandou avisar que, se o PMDB não assumir pública e oficialmente a candidatura de Serra, não tem “tríplice”.
Sem previsão
Desde segunda-feira, mas principalmente depois de ontem, é impossível prever o que vai acontecer “amanhã” no processo político, na definição de chapas e alianças para a eleição. O que vale agora pode ir por terra dentro de minutos. Quase tudo ainda é possível.
Pé no freio
Com a nova “bomba” que explodiu no PMDB, as negociações para coligações e montagem de chapas foram congeladas. Só deverão ser retomadas depois que ficar definido o que vai acontecer no PMDB. A aliança PP-PSDB, por exemplo, voltou para o campo das possibilidades.
Central de boatos
Nos bastidores, a informação de ontem pela manhã era que Ideli Salvatti teria sido “aconselhada” pela direção nacional do PT a “examinar” a possibilidade de apoiar Ângela Amin para o governo e buscar reeleição ao Senado. Assim, daria um palanque único e forte para Dilma no estado. Pelo twiter, Ideli reagiu a isso, descartando a renúncia.
O que disse
Ideli Salvatti, no twitter:
“Aos que acham que eu faria o que outra pré-candidatura fez, esqueçam. Se quiserem comparar, sou madeira de lei”.
Sem vínculo
Genésio Spillere, presidente do PP de Criciúma, e membro da comissão de negociação do PP estadual, garante que o PDT nunca colocou nas negociações a exigência de apoio para Dilma no estado, para fechar aliança. “Nós temos dito que para presidente, vamos seguir a orientação nacional do partido, para liberar os filiados ou seguir um candidato. Aqui, estamos tratando é da eleição no estado”, disse.
Do Albergue 1
A culpa pelo fechamento do albergue não é do juiz, nem da Justiça do Trabalho. Não tem nada a ver. O juiz cumpriu a lei. Quando o réu não comparece à audiência, a ação é julgada à revelia. E tudo o que é pedido, é concedido, porque não foi contestado. Não faz mal o juiz que cumpre a lei. Pior é quando age fora da lei. Perigoso é quando o juiz começa a fazer julgamentos pessoais, se colocando acima da lei. Mas ele ainda tentou audiência de conciliação, que não saiu.
Do Albergue 2
Fez bem a prefeitura em garantir a reabertura do albergue. Melhor ainda porque agiu rápido. De outro lado, é preciso reconhecer o trabalho destas “senhoras”, que se entregaram, por anos a fio, para fazer funcionar o abrigo. E tudo de forma voluntária. Algumas até tendo problemas de saúde, muito por causa do estresse com o compromisso de manter tudo em dia.
Do torresmo
Prefeito Clésio Salvaro escreveu no seu twitter, quarta-feira, que tinha recebido em gabinete, de presente, naquele dia, uma peça de torresmo do vereador Toninho da Imbralit. O mesmo vereador havia desferido críticas duras contra sua postura, na noite anterior, na Câmara. Ontem, indignado, Toninho rebateu. Disse que não levou torresmo para o prefeito e que não quer saber de conversa com ele. “Ele fez isso só para tentar me atingir”, emendou. Disse que deu o tal torresmo para o Secretário Arleu da Silveira, seu amigo, a quem dá “torresmo da Serra” desde os tempos em que foram vereadores juntos.
Novo comando
O diretor da Colorminas, Andres Pesserl, as- sumiu no lugar de Venício Neves Pereira a presidência do Sindicato das Indústrias Químicas do Sul, Sinquisul. Na vice-presidência, assumiu o Edmilson Zanatta, da Farben. O setor tem 12 empresas associadas, e o segmento mantém 2.400 empregados. É um dos mais importantes entre os segmentos industriais do sul.