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Cobras & Lagartos
Cobras e Lagartos - Publicado na edição do dia 30/10/09, no Jornal Folha Regional de Xanxerê
» 30/10/2009 - 07:38h

“Termo de parceria”
Release enviado ontem ao Folha Regional pela administração municipal de Xanxerê comunica assinatura de “Termo de Parceria” entre a prefeitura e a Caixa Econômica Federal no valor de R$ 15 milhões. Os recursos – acrescenta a informação enviada pela Wall Design + Comunicação, que aparentemente presta assessoria à prefeitura – servirão para construção de moradias destinadas a famílias de baixa renda, com renda “de zero a dez salários mínimos”.
Tudo muito bom, tudo muito bem. Mas não sabemos esclarecer – atento leitor – o que afinal viria ser esse “termo de parceria”. Convênio? Empréstimo? Financiamento? Dinheiro liberado? E a contrapartida? Não tem? Também não sabíamos que famílias de baixa renda tenham capacidade de ganhar até dez salários mínimos, ou seja: rasos R$ 4.650,00. Nada contra empresa, nem contra colegas profissionais. Mas um pouco de cuidado ao redigir releases é... deixa para lá.
Tomara que os 15 milhões e o termo de parceria transformem-se em moradias para quem se enquadra nesse perfil de baixa renda. Isso é o que conta.

O pai da criança
Na última visita do deputado Valdir Colatto a Xanxerê, seu irmão (e vereador) Carlos foi informado por ele da existência de uma emenda ao orçamento cujos recursos serão destinados ao recapeamento da pista do Kartódromo Jean Carlos Piccinatto, no Parque Rovilho Bortoluzzi. Carlos Colatto inclusive já se reuniu com integrantes do Kart Clube e anunciou a ótima notícia.
Quarta-feira, direto de Brasília, os “nobres colegas” Ivan Marques, Rafael Gasparini e Hélio Winckler anunciaram à Janaína Mônego a “conquista da emenda” – mais um resultado da produtiva viagem dos três ao Planalto Central. Carlos Colatto está rindo até agora, esperando a volta do trio. Quer saber se foi muito difícil, problemática, complicada mesmo a obtenção da emenda.


Para quem acredita e para quem não…
... Acredita, os agroglifos voltaram aos campos de trigo em Ipuaçu. Note bem, agroglifos são marcas que surgiram pela primeira vez em lavouras da Inglaterra, há várias décadas, sem que até hoje tenham sido identificados seus autores. São formas geométricas que induzem objetos ou desenhos, traçados indecifráveis, mas sempre guardando alguma semelhança entre si. Seja pela perfeição geométrica ou pela semelhança das formas.
No ano passado, início de novembro, as duas marcas que surgiram eram círculos perfeitos, e foram identificados pelo ufólogo Ademar Gevaerd como agroglifos. Estudioso respeitado por suas pesquisas sobre UFOs, Gevaerd esteve pessoalmente na Inglaterra para conferir os sinais, e não teve dúvidas em confirmar as semelhanças das marcas que surgiram em Ipuaçu e que provocaram polêmicas, curiosidades e tentativas de farsas, logo após, em vários locais, que foram prontamente desmascaradas e, em um dos casos, até identificados seus autores.
Em 2008, após dar seu parecer sobre a autenticidade dos sinais de Ipuaçu, Gevaerd foi categórico ao avisar: pela tradição inglesa e de outras partes do mundo onde surgiram, os agroglifos podem surgir novamente, na mesma região e na mesma época do ano.


Divertido, pero no mucho
Em toda a polêmica que novamente se instalará sobre UFOs, agroglifos e similares na imprensa e por todos os lados, muitas leituras e interpretações já podem ser previstas para os próximos dias. Cobras ainda prefere acreditar em tudo, até prova em contrário. Mas as reações mais engraçadas e inesperadas vêm de pessoas que têm horror, neurose, pavor do desconhecido. Já os aventureiros, curiosos e cosmopolitas, ateus – até comunistas e também profetas do apocalipse – vão deitar e rolar. Em meio à celeuma que se ergue, os estudiosos, como Ademar Gevaerd, que não querem, nem tentam convencer ninguém da existência de vida extraterrestre – ou por aqui mesmo, mas desconhecidas. Gevaerd limita-se a descrever o que vê, fotografa, estuda e acredita ser real.
Aliás, ninguém precisa acreditar, nem desacreditar, em qualquer coisa. Há, acima de tudo, de se respeitar a opinião dos outros.


Bairro e comunidade que são referências

A participação da comunidade do Vista Alegre na sessão itinerante da Câmara, quarta-feira no centro comunitário do bairro, surpreendeu. E não se tratava de pessoas “convocadas”, nem “obrigadas” a estarem lá. Foram por absoluta e livre espontânea vontade. Alguns alunos de escola do bairro pediram ao presidente Gelson Saibo para atrasar a sessão em alguns minutos, esperando o final da aula: queriam – e puderam – assistir à sessão inteira.
Não menosprezando, nem criticando qualquer outro bairro – muito menos sugerindo que outros enveredem pelo mesmo caminho – um fato é inegável: com coleta seletiva de lixo, comunidade ativa e atuante – que se reflete na gestão da associação dos moradores –, academia de ginástica gratuita, campo de futebol suíço e planos para melhorar a vida de todos os moradores, o Vista Alegre é hoje o bairro que mais pratica o saudável exercício da cidadania. Por falar nisso, na sessão já lembraram a todos os vereadores suas próximas metas: mais segurança no acesso e travessia da BR-282; construção de praça e instalação de rede de esgotos. Pode demorar? Pode. Mas o Vista Alegre não desiste, quer e vai conseguir. É só esperar.

Amivix, o sertanejão com DNA original
Violeiros e apreciadores de música sertaneja chamada “de raiz” tem encontro inadiável neste domingo no Parque Rovilho Bortoluzzi, onde acontece o 7º Encontro de Violeiros da Amivix – a Associação dos Amigos da Viola de Xanxerê. Tem café da manhã caboclo, transmissão pela Rádio Princesa a partir das cinco da madrugada, com o Cascata, e depois das 10, com o Bucha. Ao meio-dia, grandioso churrasco (ingressos na Taisat Eletrônica até o meio-dia de sábado), e à tarde, apresentações de cerca de 40 violeiros, duplas e trios dos três estados do Sul. A Amivix é uma entidade que merece o apoio e a presença de todos. Suas promoções envolvem associados e familiares, o que é mais uma garantia de curtir um dia descontraído e ouvindo sucessos eternos da música sertaneja, interpretados por gente que canta porque sabe e porque gosta. Todos lá!

Fonte: Sistema Princesa de Comunicação

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