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Coluna sobre o cotidiano publicada no Jornal Folha Regional de Xanxerê
» 15/05/2010 - 12:50h

Folha Regional de casa e de cara nova

Com arte da Agência 2OP e produção/instalação de adesivo da Nova Imagem e Gráfica Ltda, este Folha Regional está desde ontem devidamente identificado em seu novo endereço, à Rua Nereu Ramos, 133, entre a Papa João XXIII e a General Osório. A nova sede inclui a redação, departamento comercial, área administrativa e, principalmente, uma equipe de profissionais atenta e esperta. Aos leitores, assinantes, anunciantes e amigos, fica o convite: “Visite-nos, a casa é sua e todos são bem-vindos”.


“Tatu” para reforçar o quê, na Câmara?

Na posse de Fabiano Radin, ontem em seu gabinete, como secretário de Obras, Transportes e Serviços, o prefeito Bruno Bortoluzzi negou que a saída dele da Câmara e a posse de João Paulo Meneghatti, o “Tatu”, como vereador, tenha algo a ver com “reforçar” a bancada de apoio à administração no Legislativo – versão publicada por aquele colunista do Jornal de Maringá.

Tem razão o prefeito: não há necessidade de reforçar coisa alguma, até porque ninguém está sendo atacado por caras-pálidas, nem por índios, na Câmara de Vereadores. Bruno também refrescou a memória do chapa-branca desinformado: todos os projetos enviados por ele à Câmara foram aprovados pelos vereadores – onde a oposição, vale lembrar, tem maioria.

Desconfia-se que, na verdade, o que o referido “colonista” quer, é “ver o circo pegar fogo” entre os vereadores, provocando raivinhas ranhetas e briguinhas de comadre entre Executivo e Legislativo. Não por acaso, o tal Jornal de Maringá nem circula mais na Câmara – só tem notícia de Chapecó, dizem. E quando fala da Câmara de Xanxerê, “pisa no tomate”... lamentável.

O próprio prefeito deu a razão para a troca: Meneghatti está se formando em Direito, e Radin vai para vitrine da mídia, atuando como secretário de Obras. Se vai dar certo? Aí são outros 500…

Do Leitor: 35 mil espigas de milho verde estragaram?

“Caro Repórter, li sua matéria ‘É ruim, mas é só assim que funciona’ e me motivei a mostrar o outro lado da Femi, eventos que se repetem a cada edição e ninguém fala ou mostra. Tem muita gente que trabalha, se empenha, mas tem um monte que só quer levar vantagem. Faz um monte de cagada e fica por isso mesmo. Ninguém cobra ou chama a responsabilidade. É o caso do milho verde e do seminário de piscicultura. Alguns dias antes do início da Femi, li entrevista com o secretário da Agricultura, Valdir Zembruski, que noticiou em manchete que o milho verde para a grande festa, estava garantido. Foi plantado e por ‘problemas climáticos’ (todo mundo sabe que erraram a data plantio) o milho ficou pronto 15 dias antes da Femi.

35 mil espigas foram colhidas a armazenadas numa câmara fria etc. etc. etc. O MILHO AZEDOU, JOGARAM TUDO FORA. Tiveram que correr atrás de milho verde na ultima hora. Um fiasco. Pergunto: ‘Quem vai pagar essa conta? Quem vai se responsabilizar pelos prejuízos? Será que os responsáveis pelo plantio do milho não consultaram um agrônomo para ver a data certa de plantio?’ Sobre o que aconteceu, que ninguém fala ou assume.” (Calton Roberto).

Do leitor: “Seminário ou Festa com sagrado dinheiro público?”

“O Ministério da Pesca e aquicultura disponibilizou R$70.000,00 para o evento. Afinal, a Femi é um evento com abrangência estadual, conhecido e reconhecido nacionalmente. O que foi aquilo? O evento começou às 14h30min, e às 17h já tava todo mundo no coquetel. De um total de 63 pessoas presentes na abertura, cinco eram autoridades presentes, quatro eram da imprensa cobrindo o evento, 15 eram adolescentes (alunos do colégio) que participaram para ganhar ingresso e sacola distribuída gratuitamente, cinco eram funcionários públicos, e dois palestrantes. Sobraram 31 agricultores. Duas horas depois, no final do seminário, sobraram os 30 produtores. Importante destacar que foi servido um coquetel de diversos tipos de salgados, filé de tilápia, refrigerante, etc. – de primeira. Pena que calcularam mal. Tinha comida para mais de 200 pessoas. Bom para o pessoal da limpeza, organizadores (levaram para casa) e lógico, para quem vendeu os salgados. R$70.000,00 para isso. Distribuir sacolas com alto custo para um evento de menos de duas horas (porque mais de 40 minutos foram usados para fazer política do governo Lula) para 30 pessoas. Comida para mais de 200 pessoas, (ainda bem que fora não foi). É um evento que merece ser apurado e auditado para ver aonde foram aplicados os setenta mil – para 30 pessoas. Como diz o prefeito Bruno. Dinheiro público é sagrado.” (Calton Roberto)

Do Jornal: renda de negros cresce 222% em oito anos

Os consumidores negros e pardos devem fechar 2010 com uma renda de R$ 546 bilhões no bolso, que equivale a 40% do total previsto para todas as famílias (negras e não negras) do país, de R$ 1,38 trilhão. Isso significa que, a cada R$ 10 disponíveis para o consumo neste ano no Brasil, R$ 4 estarão em poder de trabalhadores negros e pardos (com ou sem carteira assinada). No total da população, eles representam 51%. Em 1998, eram 45%.

As projeções da renda disponível neste ano foram feitas pelo Data Popular, instituto de pesquisas e consultoria, a partir dos rendimentos das famílias da Pnad de 2008, última disponível pelo IBGE. Os valores foram atualizados para 2010 e consideram a inflação medida pelo IPCA no período, os reajustes concedidos ao salário mínimo nos últimos dois anos e a previsão de crescimento do país de 5% neste ano.

Em 2002, a massa de renda total de negros e pardos foi de R$ 170 bilhões. Se confirmada a previsão deste ano (R$ 546 bilhões), o crescimento será de 222% em relação àquele ano.

O resultado chama a atenção porque o salário de um negro ainda é cerca da metade de um branco. Mesmo assim, a massa de renda dos negros já representa 40% do total. O que explica essa aparente contradição é que no total de rendimentos das famílias não entram somente salários. No cálculo estão todas as fontes de receita – como trabalhos avulsos (bicos) e temporários.

A disparidade salarial obrigou as famílias negras a estimularem também o trabalho de crianças e adolescentes para complementar a renda.

“Em uma família branca, que, em geral, é menos numerosa, é comum encontrar só o pai como gerador de renda”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto. “Na família negra, os filhos trabalham. Se não for assim, não terão como pagar a faculdade e melhorar de vida.”

(Autor(es): CLAUDIA ROLLI – da reportagem local/ Folha de S. Paulo – 13/05/2010).

romeujornal@gmail.com

Folha Regional

Fonte: Folha Regional de Xanxerê

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