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PMDB namora PT
O PMDB de Santa Catarina já namora com o PT no plano nacional. Fez proposta de noivado. Se as condições forem aceitas, o namoro pode resultar em casamento.
Esta a síntese das conversas entre Eduardo Pinho Moreira e Michel Temer, presente apenas o deputado João Matos. Moreira colocou, de forma taxativa, a Temer que a prioridade do PMDB catarinense é o projeto estadual. E que o PT tem por meta número um a eleição presidencial. Os dois objetivos poderão se completar. O ex-governador voltou a oferecer dados sobre a estrutura do partido no Estado. Tem 10% dos prefeitos do PMDB no Brasil e 10% dos vereadores. Conta com mais deputados federais do que São Paulo. É o maior em número de filiados.
Proposta concreta: o PT apoia Eduardo Moreira ao governo e Luiz Henrique ao Senado, com direito a indicar Cláudio Vignatti a vice-governador e Ideli Salvatti ao Senado.
Michel Temer também foi franco e objetivo. Disse que já tinha falado com Lula sobre esta coligação. O presidente achava difícil, pois a candidatura de Ideli Salvatti tinha avançado. O ministro de Assuntos Institucionais, Alexandre Padilha, que esteve em Florianópolis, em companhia de Dilma Rousseff, estava inteirado da proposta.
Eduardo Moreira fez um relato sobre as prévias, a empolgação da militância e o caráter irreversível de sua candidatura. Foi além, avisando que iria, também, conversar com o ex-governador José Serra. Temer disse que retornaria ao presidente Lula para tratar do quadro em Santa Catarina, depois de novas conversas com o ministro Alexandre Padilha e com a própria senadora Ideli Salvatti.
PSDB–PP
Moreira já pediu um encontro com José Serra. Quer a intermediação do governador Leonel Pavan. A conversa deve ocorrer em São Paulo nos próximos dias. O ex-secretário Aloisio Nunes Ferreira já foi acionado. A hipótese de um acordo entre o PMDB e o PSDB não está descartada.
O comando tucano em Santa Catarina é que não parece muito otimista sobre uma aliança com o PMDB. O presidente estadual, Beto Martins; o líder na Assembleia, Serafim Venzon; e o prefeito Clésio Salvaro realizaram, exatamente ontem, visita à bancada do PP, presente o ex-governador Esperidião Amin. Beto Martins transmitiu o sentimento do PSDB nas bases favorável à coligação com o PP. Os dois partidos estão unidos em 75 municípios, entre eles Criciúma, Itajaí, Caçador, Lages e Tubarão.
Os líderes tucanos pediram a contribuição dos progressistas ao governo Leonel Pavan, apontando as adversidades que ele vem enfrentando neste início. Os deputados do PP aproveitaram para disparar contra o ex-governador Luiz Henrique, acusando-o de ter implantado uma desastrosa política salarial. Ofereceram, então, uma alternativa para amenizar a crise dos servidores da Saúde, sugerindo reajuste do vale-alimentação de R$ 6 para R$ 20, o que elevaria o benefício de R$ 120 para R$ 440 mensais.
O jogo político na Assembleia tem sinalização clara. Quando tratam do equivocado pacote salarial que rachou os servidores da Saúde até no plenário do Legislativo, os deputados progressistas alvejam Luiz Henrique e poupam Leonel Pavan. Mesmo sabendo que os projetos de lei e, especialmente, a medida provisória que tanta celeuma causa na Saúde, foram assinados pelo governador tucano.
Quer dizer: se o PMDB reeditar no Estado aliança nacional com o PT, estará pavimentado o caminho para acordo entre PSDB, PP e DEM.
Fonte: ClicRBS/Diário Catarinense