OUTROS COLUNISTAS
Apufsc ganha carta sindical
Diário Oficial da União, que circula hoje,está publicando ato do
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, concedendo a carta sindical à
Associação dos Professores da Ufsc-Apufsc. A entidade rebelou-se
contra a Andes, que deixou de representar os professores no plano
sindical, e requereu autonomia, agora concedida. Trabalho conduzido
pelo professor Armando Lisboa, presidente da associação.
Pavan nega assinatua de convênio
Governador Leonel Pavan negou-se a assinar esta manhã dois
convênios com a Prefeitura de Balneário Camboriu para repasse de 5,5
milhões de reais. Um dos acordos destinava-se à construção da Ponte
Vila Real, de 2,5 milhões, e outro para o Pronto Socorro do Hospital
Ruth Cardoso, de 3 milhões de reais.
Como o prefeito Edison Piriquito,do PMDB,não compareceu, o
prefeito anunciou que não assinaria os convênios.
Justiça derruba 22 artigos do orçamento da Capital
Tribunal de Justiça do Estado julgou inconstitucionais 22 artigos da
Lei Orçamentária da Prefeitura de Florianópolis. Acolheu ação direta
de inconstitucionalidade impetrada pelo advogado Gley Sagaz, em
nome do vereador João Amin, do PP. O processo foi relatado pelo
desembargador Fernando Carioni e a decisão foi unânime do Órgão
Especial.
Os artigos julgados inconstitucionais autorizam o prefeito a
remanejar verbas orçamentárias e transferir dotações de até 120% do
orçamento, segundo a inicial.
Ministro em SC
Ministro da Reforma Agrária, Guilherme Cassel, estará no dia
27 de maio em Santa Catarina. Vai a Dionisio Cerqueira participar de
reunião com os prefeitos do oeste. O próprio ministro confirmou a
programação ao ex-deputado Vânio dos Santos(PT).
Trevo da Seta não pára
As obras do Trevo da Seta não sofrerão qualquer atraso. Mesmo que o governo do Estado negue a transferência dos recursos previstos em convênio para execução daquela importante obra, a Prefeitura arcará com os custos.
Quem dá a garantia é o próprio prefeito Dário Berger, ao classificar de “absurda” a decisão do governo estadual de suspender as transferências financeiras por conta da inadimplência na prestação de contas dos 3 milhões de reais para o “Natal dos Sonhos” de Andréa Bocelli.
Dário Berger assegurou,também, que vai entregar a obra no fim do ano.
Os Culpados
Tem gente querendo responsabilizar São Pedro pela carga d’água que desabou sobre a Grande Florianópolis e atingiu outros municípios de Santa Catarina. Foi realmente chuva demais. Mas há muitos culpados, que não a natureza, nesta sucessão de desgraças que estão se abatendo com uma estranha freqüência em território catarinense.
A lista é grande e dela salvam-se poucos. Começa pelas ações desastrosas contra o próprio solo. Qualquer desmatamento que execute pode trazer graves conseqüências, especialmente, em zonas acidentadas. É uma questão elementar, quase matemática, sobre a qual o poder público e os próprios atores dão pouca atenção. Intervenções que desprezam recomendações técnicas e agridem o meio ambiente costumam produzir de imediato seus terríveis efeitos.
Os loteamentos espalham-se como formigueiros ao redor das cidades. Na maioria dos casos, sem planejamento mínimo. Implantação ditada quase sempre apenas pelo interesse econômico. Há denúncias em municípios bem próximos de Florianópolis em que os empresários com projetos residenciais são chantageados abertamente. Ou pagam comissão ou não há licenciamento. Quem se corrompe pelos 20% dispensa exigências ecológicas e urbanísticas. E os empreendedores que desejam implantar um plano habitacional mais humano e não se submetem às exigências da corrupção administrativa tem seus processos arrastados por meses e anos sobre as mesas dos burocratas municipais.
Invasões
Contam-se nos dedos os condomínios e núcleos habitacionais que dividem racionalmente o espaço a ser comercializado de casas e prédios das áreas verdes e de lazer e convivência. A ganância acaba sempre sacrificando o espaço público, os canteiros floridos, os parques e os jardins. Há exemplos às dezenas, talvez centenas, espalhados pelo Estado. Na Grande Florianópolis, o Kobrasol tem sido citado como o mais desastrado projeto de vida urbana. O verde do Aero Clube era para ser um bairro de casas familiares. Transformou-se em prédios de seis andares, depois uma concentração irracional de prédios de12 pavimentos. E agora, com mais de 15. Virou um amontoado de gente, sem área verde, sem parques infantis, sem zonas de convivência social e sem qualquer atividade artístico-cultural. Feito o estrago, vão todos depois exigir estes equipamentos da Prefeitura.
Partidos de esquerdas costumam condenar estes especuladores. Mas praticam insanidades piores quando incentivam invasões ilegais. A Favela do Siri, no norte da Ilha, representa um dos exemplos castastróficos destes absurdos patrocínios políticos. Não impediram a ocupação das dunas e depois não permitem remoções.
O mesmo se repete nas áreas de risco ao longo dos rios, lagoas e morros das cidades catarinenses. Aí, a negligência se acentua no incentivo de políticos inescrupulosos em busca de votos e na omissão do poder público. Cada município tem seu próprio cenário, variável apenas de acordo com o perfil geográfico.
Finalmente, as comunidades que provocam sua própria destruição. Não tem educação, nem consciência. Costumam transferir tudo para o poder público, como se milagroso fosse na prevenção de desastres.
Querem prevenir novas tragédias? Convoquem os técnicos, protejam a natureza, humanizem as cidades, impeçam invasões, saneiem os loteamentos, eliminem a corrupção nas prefeituras e acabem com essa politicalha.
Eles perderão votos. Mas salvaremos muitas vidas.
Fonte: Clic RBS