OUTROS COLUNISTAS
O verdadeiro clássico
A classificação da dupla da Capital para a final do segundo turno do Campeonato Catarinense vale muito mais do que o embate entre os dois maiores rivais de Santa Catarina. Vale a vaga para a decisão do campeonato com o Joinville. Fazia tempo que não tínhamos um clássico entre Avaí e Figueirense com tanta importância.
Os jogos decisivos que teremos à frente certamente fecharão com chave de ouro uma competição que empolgou os torcedores. Empolgação, a bem da verdade, que faltou na partida de ontem, no Orlando Scarpelli.
O Figueirense parece que jogava com o regulamento embaixo do braço. Pouco se esforçou para buscar a vitória. Fez um jogo burocrático e suficiente para ficar com a vaga.
O Joinville não. Até parecia que o tricolor é que estava atrás da classificação. Correu mais, buscou mais o gol e, não fosse a boa atuação do goleiro Wilson, até poderia ter saído do campo com a vitória e a vaga.
Agora, o JEC se resguarda. Fica em casa vendo Avaí e Figueirense se esforçarem atrás do título do returno e depois, descansado, parte para as finais da competição.
O Avaí ainda terá, no meio do caminho, a batalha contra o Grêmio, em dois jogos decisivos pela Copa do Brasil. Vai precisar de superação.
Haja fôlego.
Justiça
João Fernando da Silva, o Dadá, foi bem na condução do jogo de sábado. Não teve interferência no resultado do jogo, marcou bem o pênalti e expulsou corretamente o Pantico. Fez o que tinha que ser feito.
O árbitro está buscando seu lugar na arbitragem de Santa Catarina depois de pensar em abandoná-la.
Guerreiro
Os torcedores de Brusque trouxeram uma faixa para o jogo de sábado na Ressacada: “Time de guerreiros”. Valeu. É isso aí. Foi o que vimos em campo. Precisa manter o grupo e reforçá-lo.
Positivo
A recuperação do Brusque no campeonato e a partida que realizou sábado na Ressacada. Time guerreiro. Não desistiu em nenhum momento. Perseverou e chegou ao empate. Por pouco não cometeu o crime do campeonato vencendo o Avaí.
Negativo
A tentativa de virada de mesa no campeonato. Alguém levantou a lebre, envolveu o nome do presidente da FCF, mas não levou. Estamos em outra época. Não ha mais lugar para mudança da regra com o jogo em andamento.
Reformulação
Roberto Rodrigues reuniu o grupo do Imbituba, ofereceu um almoço, agradeceu a todos e liberou o time com a informação de que alguns podem retornar. Começa a estudar nomes para comandar a reformulação do elenco. O ex-jogador Lico, de Imbituba, é nome mais cotado.
Mais uma lição
Não foi a primeira vez que o Avaí se atrapalhou durante o jogo. Passou a impressão de que golearia e relaxou. Tomou empate e, por pouco, não tomou um grande castigo. A lição é a mesma de sempre: futebol é coisa séria e não se ganha no nome nem por antecipação. Tem que jogar.
Contra-ataque
Lá como cá – O Botafogo classificou-se sábado para a final do returno do Campeonato Carioca com um gol totalmente impedido. Não adianta, o erro no futebol sempre ocorrerá.
Os resultados – Pelo Brasil, os chamados times grandes tiveram dificuldades para superar seus adversários considerados menores. Os campeonatos regionais trazem rivalidades que pouco entendemos.
Preocupação – Eduardo Gabardo, um dos bons da equipe da Rádio Gaúcha, me pede um comentário sobre o Avaí – adversário do Grêmio quarta-feira no Olímpico. Foi no sábado às 22h30min.
Opinião – Deixei claro que o Avaí está sentindo falta de um terceiro zagueiro. A falta de proteção à zaga tem permitido que os adversários cheguem com facilidade.
Problemas – A contusão do atacante Leonardo, o futebol que não vem jogando Batista, a ausência de Caio, a expulsão de Patrick que também anda muito mal. Enfim, o Avaí caiu tecnicamente nos últimos jogos.
Clube dos 13 – A CBF lançou Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo, à presidência do Clube dos Treze. Nem seu clube votará com ele. Fábio Koff, se eleito – o que deve acontecer –, irá para o sexto mandato. Completará 17 anos à frente da associação nacional.
Dia de votação – A eleição é hoje em São Paulo e, na bolsa de apostas, o placar está em 14 a 6 para Fábio Koff. Se houver alteração, pode mudar para 12 a 8 pela reeleição de Koff.
Fonte: ClicRBS/Diário Catarinense