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Para onde ir
Aantecipada convenção do PMDB nacional serviu para mostrar que união não é o forte da maior sigla do país. O deputado Michel Temer (SP), presidente da Câmara dos Deputados, logrou êxito no primeiro passo para tornar-se vice na chapa da petista Dilma Rousseff, mas não conseguiu atrair centenas de líderes do país, entre eles governadores como Luiz Henrique, André Puccinelli (Mato Grosso do Sul) e Roberto Requião (Paraná), além de notáveis como os senadores Pedro Simon (RS) que preside a sigla em terras gaúchas e Jarbas Vasconcellos (PE). Nem em seu Estado, Temer aglutina o partido, apesar de dizer, aos quatro cantos, que detém o apoio, em números de sábado passado, de 93% da agremiação.
– Temer seria presidente em fevereiro ou em março. Preferiu não ter o apoio de toda a sigla no mês que vem – disse Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do PMDB, que conversou com o deputado paulista na última sexta-feira, quando reforçou a crítica de como o processo foi encaminhado.
A posição dos peemedebistas catarinenses é pela candidatura própria ao Planalto. Para Pinho Moreira, mesmo quem foi ao evento, como o ex-ministro dos Transportes e atual deputado federal Eliseu Padilha (RS), com quem também conversou, deixa claro que a motivação de sábado era a escolha da direção da legenda. A chapa à Presidência fica para ser discutida em maio ou junho.
A notória manobra de Temer, no entanto, escancara que o grupo mais próximo a ele, composto, entre outros, pelos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP), joga pesado as fichas em uma composição com o Partido dos Trabalhadores. A estratégia é pela manutenção da influência no poder, baseada, é claro, na credibilidade que ambos têm angariado em suas histórias políticas e em episódios recentes. Vale acompanhar.
Motivado
A reunião de ontem, no Balneário Esplanada, em Jaguaruna, onde foi lançado por mais de 200 peemedebistas ao governo do Estado, revigorou Eduardo Pinho Moreira.
O presidente estadual do PMDB qualificou a manifestação, que reuniu vereadores, prefeitos, vices, deputados estaduais e federais, cercados de correligionários, de surpreendente e “muito motivadora”.
BLOCO DE APOIO
O vice-prefeito de Florianópolis, João Batista Nunes (PR), à esquerda, fez festa para cumprimentar o deputado federal e pré-candidato ao Senado Cláudio Vignatti, do PT. Foi a estreia de Vignatti no Berbigão do Boca, evento que abre o Carnaval na Capital do Estado. Em ano eleitoral, o negócio é cair no samba. Os dois foram observados pelo suplente de vereador Tiago Silva, do PPS, distante dos petistas se seguir a orientação nacional da sigla. João Batista, integrante de outro bloco, o de apoio ao governo Lula, pode estar a ensaiar os primeiros passos como prefeito, caso Dário Berger renuncie para concorrer a qualquer cargo em outubro.
Outra Angela
Ideli Salvatti conversa, nesta segunda-feira, com o PC do B, presidido pela deputada e ex-vereadora Angela Albino. A pré-candidata do PT está otimista sobre o entendimento.
Ideli também crê em avanços com o PDT catarinense, apesar de entender que a prioridade dos brizolistas está na eleição proporcional à Assembleia e à Câmara.
Trio
O prefeito de Bom Jardim da Serra, Rivaldo Macari, e o deputado federal Celso Maldaner fizeram companhia ao ex-governador Paulo Afonso Vieira na convenção nacional do PMDB.
Santa Catarina tinha 50 delegados aptos a participar do evento. O partido no Estado fez coro contra a estratégia de Temer.
“O PMDB pode ser parceiro num projeto presidencial, mas jamais será subalterno.”
Michel Temer, presidente nacional do PMDB, ementrevista ao jornalista Josias de Souza,da Folha de S.Paulo, ao reforçar que, ao seguir como PT na chapa à Presidência, o partido quer participação ativa na elaboração do plano de governo.
O melhor lugar
Os prometidos e especulados palanques catarinenses à pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) não intimidam a senadora Ideli Salvatti.
– Não importa os demais (PP, PDT e, talvez, PMDB). Nós, do PT, é que faremos a melhor defesa e daremos o melhor palanque a Dilma – sintetiza Ideli, líder do governo Lula no Congresso Nacional.
Para ser claro
Não haverá tríplice aliança com Dário Berger (PMDB) candidato ao governo. A rejeição de DEM e PSDB ao prefeito, que já passou pelas duas siglas, é enorme. No entanto, fariam vistas grossas na posição de vice.
Dário só emplacaria a cabeça em uma chapa pura depois de superar obstáculos de monta, principalmente a candidatura de Pinho Moreira.
Posição
Engana-se quem acredita que a reunião da chamada força municipalista, composta por prefeitos da tríplice aliança, depois de amanhã, em Palhoça, será uma manifestação pró-Dário. A garantia é do prefeito Ronério Heiderscheidt (PMDB), anfitrião do evento.
Ronério, que não esconde o apoio a Dário, explica que é favorável à manutenção da aliança e que candidatura solo só depois de esgotadas todas as tratativas.
O retorno
O tratamento médico em Gramado (RS) terminou e é aguardada com expectativa a possível participação do vice-governador Leonel Pavan, hoje, no final da tarde, na reunião ordinária da executiva estadual tucana, na sede em São José.
O presidente em exercício do partido, Marco Tebaldi, tocará a pauta sobre o calendário eleitoral e o planejamento orçamentário. Até o fechamento desta edição, Tebaldi não havia falado com Pavan, tampouco confirmava a participação dele na reunião, que começa a montar as chapas proporcionais a deputado por região.
ADENDO
- Leonel Pavan só deve marcar a conversa com o governador Luiz Henrique sobre a data para assumir o governo do Estado depois do Carnaval.
- Chama menos a atenção que os movimentos da eleição majoritária, mas nos bastidores a correria nos partidos é grande para a composição das listagens a deputado estadual e federal.
- O Partido Verde de Santa Catarina intensifica os encontros regionais para afinar o projeto da senadora Marina Silva (AC) à Presidência da República.
ALIÁS
Em que tom o líder do DEM na Câmara, deputado Paulo Bornhausen, irá debater a Operação Transparência, que envolve o vice-governador Leonel Pavan, e a sucessão estadual no encontro marcado para hoje com o governador José Serra (PSDB) em São Paulo.
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Fonte: ClicRBS/Diário Catarinense