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Ainda falta muito para o Estado de Santa Catarina contar com internet sem fio gratuita
» 22/08/2011 - 19:23h

Informação na ponta dos dedos para todos e em todos os lugares ainda é um ideal distante em Santa Catarina. São poucos os municípios que já contam com o fornecimento sem custo da rede em áreas comuns, e não há um plano estadual para o serviço.

Mesmo assim, qualquer passo para se conectar já faz a diferença na comunicação, educação e cidadania, como destaca o professor de informática da Universidade Federal, José Eduardo de Lucca.

— Ações nesse sentido podem trazer uma revolução para a cidade. A internet faz parte do direito à informação, que é um direito constitucional — destaca o professor.

Jaraguá do Sul

Por isso, ele comemora medidas como as tomadas em Jaraguá do Sul - que oferece dois pontos de conexão no Centro -, e Itajaí. A cidade do litoral tem cinco pontos de internet via rádio, desde 2008, mas o diretor de operações de Itajaí, Diogo Roedel, lamenta que esses locais vêm apresentando problemas técnicos.

Ele explica que o município tem um projeto em execução e que, em três meses, 15 novos pontos de internet por fibra ótica serão disponibilizados em áreas públicas. A intenção é promover o acesso a serviços da prefeitura - para se marcar consulta médica em postos de saúde, por exemplo - e integrar redes de vigilância.

Itapema também oferece internet gratuita há mais de três anos. O serviço no calçadão da orla está temporariamente suspenso pela modernização da rede, mas deve ser reativado em até 60 dias. De acordo com a gestão administrativa do município, a rede visa os turistas e não deve ser expandida para a inclusão digital de comunidades carentes pelos custos.

Investimento tem de partir em de governos

Para o diretor de telecomunicação da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia, Norberto Dias, o investimento em internet em alguns casos tem que partir dos governos, pois as empresas da área não atendem regiões onde há poucos usuários e, portanto, pouco lucro. Segundo o diretor da Acate, a internet reduz o custo de prestação de serviços, dos deslocamentos para atividades como ir a bancos, por exemplo, e aumenta a facilidade de compra. De acordo com o professor José Eduardo, os municípios podem também encontrar, com criatividade, os próprio meios de diminuir os custos.

É o caso de Joinville que implantou internet na região central com materiais apreendidos pela Receita Federal. Em duas semanas de atuação, foram 160 cadastros para o acesso à rede na cidade e a prefeitura estuda meios de ampliar a rede para outros espaços.

Outros casos:

— Também estão investindo em fibra ótica, com os serviços do Ciasc, São José, Palhoça, Tubarão, Criciúma, Araranguá, Joinville, Blumenau, Itajaí, Mafra, Brusque, Canoinhas, Jaraguá do Sul, São Miguel d’Oeste, Chapecó e Balneário Camboriú. A estrutura poderá possibilitar a integração entre câmeras de vigilância, entre órgãos públicos, a automatização dos semáforos e internet em locais públicos.

— Os aeroportos internacionais de Brasília, Guarulhos, Galeão e o Aeroporto de Congonhas oferecem acesso gratuito à internet desde 29 de julho.

Ricardo quer mais pontos de internet na Capital

Em Florianópolis, o Parque Ecológico do Córrego Grande, por uma ação da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Floram), conta com internet gratuita diariamente, das 8 às 18h. De acordo com o coordenador do parque, Vilson Neves, a rede não é abrangente, mas funciona.

O designer Ricardo Ricca utiliza a rede do parque. Para ele, mais lugares deveriam possuir internet sem fio gratuita, já que muitos precisam para atividades do trabalho. O estudante Fabiano Pacheco, outro frequentador do parque, defende o acesso em locais públicos, porém lembra de alguns pontos negativos.

— Os computadores podem servir de atrativo para roubo e, ao invés de olhar a paisagem, a pessoa acaba olhando para a tela — afirmou.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Rádio Verde Vale

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