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Cada vez mais difíceis de serem encontrados fora dos supermercados, alguns açougues ainda preservam a tradição em fornecer carne de qualidade. Para Marcelo Olímpio, açougueiro e proprietário de um açougue no Bairro Próspera, a diferença das lojas de carnes tradicionais para as de supermercados está na mão-de-obra.
“Aqui nós somos apenas em três, mas temos experiência. Eu ‘nasci dentro da carne’, a minha esposa, que trabalha comigo, também e o nosso ajudante já trabalha conosco há seis anos”, conta.
Ele considera que poucas pessoas têm interesse em se especializar no setor. “Hoje em dia parece que ninguém quer ser açougueiro. É um trabalho que leva tempo para aprender e nem sempre há recompensa financeira”, explica. Olímpio afirma que em mercados e mercearias não se exige experiência. “Muita gente aprende trabalhando lá”, diz.
O profissional reconhece que tem dificuldades em concorrer com as grandes redes, que compram em maior quantidade e por isso podem fazer promoções. “Nós nem sempre conseguimos competir com os supermercados na questão do custo, mas acredito que nós ganhamos na questão do atendimento e na qualidade”, entende.
“Não que a carne seja diferente, porque elas são iguais em todo lugar. Mas cada carne tem um corte diferente, coisa que muita gente não sabe”, continua o proprietário do açougue.
De acordo com Olímpio, o açougue tem como carro chefe as vendas para restaurantes, lanchonetes e cozinhas industriais. Nos finais de semana, o estabelecimento também vende carne assada. “Fazemos isso há seis anos e sempre vende bem. É uma coisa que não se encontra nos supermercados”, lembra.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Portal Clicatribuna