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O resultado do médico legista indica que o menino, que morreu em novembro do ano passado, teve síndrome de fournier. O juiz responsável pelo caso ainda não analisou o documento.
O resultado do laudo do médico legista Zulmar Vieira Coutinho, de Florianópolis, sobre o processo do caso da morte do menino Yan Galassi Jorge (segundo a polícia, por conta de um estupro), chegou ontem nas mãos do juiz Elleston Canali, em Tubarão. E apontou que o menor foi a óbito decorrente de choque séptico, secundário ao de síndrome de Fournier, e que não existem elementos para sustentar a tese de que o menor sofreu intoxicação por cocaína.
A cópia da ação judicial foi encaminhada ao legista pelo magistrado em fevereiro. O juiz ainda nem analisou o documento e a partir de agora é que poderá dar prosseguimento à instrução do processo. “Estou aguardando a manifestação do Ministério Público para dar sequência. Isto é apenas uma das provas que se buscou para instruir o processo. O laudo é apenas uma opinião técnica nos autos que será considerada pelo juiz, dentro do conjunto probatório e não isoladamente”, explicou Elleston.
Conforme o magistrado, existem provas de caráter pericial e testemunhal. “Vamos dar andamento, quando todas as pessoas envolvidas serão ouvidas - testemunhas e os réus -, pois eles não foram interrogados em juízo”, antecipou o juiz.
O magistrado foi bem claro ao afirmar que a decisão final é sua, que pode pedir exame a outro perito uma complementação deste laudo com a necessidade de maiores esclarecimentos. “O juiz é quem decide quais as provas necessárias para o processo até que se esgotem todos os meios de descobrir a verdade”, finalizou.
Relembre o caso
O menino Yan Galassi Jorge, 1 ano e 11 meses, morreu em 11 de novembro do ano passado, no Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Tubarão, por conta de uma infecção na região anal. A mãe da criança, Michele Galassi de Carvalho, e o padrasto, Carlos Balsini, foram acusados pelo crime de violência sexual, em consequência da introdução de cocaína na região anal do menino. Dias depois da morte, ele fugiu e ela foi presa.
No dia 24 de janeiro, os acusados conseguiram habeas corpus para responder o processo em liberdade.
Como o Notisul divulgou com exclusividade na edição do dia 10 de janeiro deste ano, o advogado de defesa de Michele, Guilherme Felipe Miguel consultou três médicos de Santa Catarina e do Paraná, que assinaram laudos que apontam que o bebê morreu vítima de uma doença raríssima chamada síndrome de fournier, uma infecção bacteriana fatal que atinge os tecidos da parede abdominal, dos membros ou do períneo.
Mesmo com os laudos, Michele e Carlinhos podem ir a júri popular. Eles foram denunciados por homicídio duplamente qualificado (pena de 12 a 30 anos de reclusão) e estupro de vulnerável (oito a 15 anos de prisão).
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Rádio Super Santa