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Chapecoenses destacam-se na edição catarinense do Cow Parade
» 25/06/2011 - 18:54h

As vacas invadiram Santa Catarina. Calma! Não é nenhum ataque, é o Cow Parade 2011. A famosa exposição artística de estátuas de vacas decoradas que roda o mundo apresentando as criações de diversos artistas realizou uma etapa classificatória em terras catarinenses. Durante a seletiva, oito artistas chapecoenses foram selecionados, entre eles uma acadêmica e dois egressos da Unochapecó.

Marlowa Pompermayer Marin, acadêmica do curso de Design Visual, Juliano Zanotelli, que fez curso de pós-graduação, e Jafter Samuel Rodrigues, publicitário formado pela Unochapecó, estão entre os 140 artistas escolhidos para a segunda fase do Cow Parade. Caso sejam selecionados, a criação deles ganhará uma estátua de vaca que está em diversas partes do mundo, mostrando o trabalho que realizaram.

Cada uma das criações recebe um nome que expresse aquilo que o artista pretende transmitir com a obra. No caso de Marlowa, a obra se chama “Momentos felizes em Chapecó”, a de Juliano é “Vaca no Barril” e Jafter apresenta a “Cumbuca elétrica”, que representa o sistema digestivo de uma vaca mecânica. “Ainda não tinha visto uma representação destas, então resolvi criar”, explica ele. Para Jafter, poder participar de um evento com grande visualização, como é o Cow Parade, é de grande importância. “Além de gostar de desenhar é bom ver meu nome ligado a uma exposição artística tão conhecida”, diz ele.

Procedimentos de seleção

Nos meses de setembro e outubro, cada patrocinador poderá escolher um dos 140 desenhos pré-selecionados em Santa Catarina. Os escolhidos por eles serão pintados nas tradicionais estátuas de vacas e farão parte da exposição itinerante que passa por diversas cidades do mundo. Ainda não há um número oficial de patrocinadores para a edição 2011 realizada em Santa Catarina, porque as empresas ou instituições podem inscrever-se até o mês de agosto.

A exposição, que dura entre dois e quatro meses, funciona como uma galeria de arte a céu aberto. As pessoas podem ficar bem próximas das obras para admirar cada detalhe do trabalho dos artistas. Nas semanas seguintes ao fim da exposição é realizado leilão de todas as obras participantes da Cow Parade e o valor arrecadado é doado a instituições de caridade. Até hoje, a estátua de vaca mais cara foi a do artista John Rocha, a “Wage Moo”, do Cow Parade de Dublin, em 2003, vendida por US$ 146 mil.

A cada novo Cow Parade, cerca de 10 vacas são selecionadas e ganham uma réplica em miniatura para fazer parte da coleção oficial, que já conta com mais de 500 pequenas estátuas.

História surgiu na Suiça

O Cow Parade surgiu em Zurique, na Suíça, em 1998, com o objetivo de ampliar o campo de propagação da cultura, de forma a promover a democratização da arte. Em 13 anos de promoção, o evento já foi realizado em cerca de 60 cidades no mundo e teve a participação de mais de 5 mil artistas profissionais e amadores.

As estátuas que serão pintadas são feitas de fibra de vidro, material que facilita o transporte e o reparo daquelas que, por vezes, são alvo de vandalismo. São encontradas em três posições principais: descansando, nas dimensões de 2,23m de comprimento, 1,11m de largura e 1,06m de altura; pastando, com 2,13m de comprimento, 0,73m de largura e 1,21m de altura; e de pé, com medidas que chegam a 2,41m de comprimento, 0,73m de largura e 1,44m de altura.

O que muita gente se pergunta é o por quê da escolha da vaca. Segundo os idealizadores da ideia em Santa Catarina, a vaca tem diferentes significados para cada pessoa, sendo considerada sagrada para alguns e histórica para outros. Porém, a característica que fez com que a vaca fosse eleita é a capacidade de provocar riso nas pessoas que a observam. Além disso, as possibilidades de criação para os artistas são muitas: elas podem ser caracterizadas e transformadas em outros animais, pessoas ou objetos.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Bom Dia Santa Catarina

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