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Conselho de Desenvolvimento Regional trata das universidades comunitárias
Reitor da Unochapecó falou sobre campanha pela regulamentação das instituições
» 30/04/2011 - 10:22h

Chapecó - A criação de marco regulatório para as universidades comunitárias, que tramita no Congresso Nacional através do projeto de lei 7.639/2010, e a campanha que é desenvolvida para mostrar o papel dessas instituições foram assuntos tratados em reunião desta sexta-feira, 29 de abril, do Conselho de Desenvolvimento Regional (CDR), pelo reitor da Unochapecó. O professor Odilon Luiz Poli apresentou a campanha, que é promovida pelas instituições comunitárias em busca de maior reconhecimento, e destacou a importância da participação de toda a comunidade da região na luta pela aprovação do projeto de lei em Brasília.

O encontro ocorreu no auditório da Secretaria Regional de Chapecó e reuniu os integrantes do Conselho dos 11 municípios participantes: Águas Frias, Caxambu do Sul, Chapecó, Cordilheira Alta, Coronel Freitas, Guatambu, Nova Erechim, Nova Itaberaba, Planalto Alegre, Serra Alta e Sul Brasil. Na presença do secretário de Desenvolvimento Regional, Eldimar Jagnow, e do prefeito de Chapecó, José Cláudio Caramori, a primeira reunião de 2011 do Conselho teve em sua pauta a discussão sobre a importância do engajamento de lideranças e da população na luta pelo reconhecimento das comunitárias e a relevância dessas instituições no cenário educacional.

O reitor da Unochapecó explicou que em todo o país as universidades comunitárias fazem mobilizações para que o projeto de lei seja aprovado no Congresso Nacional, garantindo assim maiores investimentos educacionais e benefícios para as instituições de caráter comunitário. “As universidades comunitárias são um importante fator de desenvolvimento em Santa Catarina e estão presentes em todas as regiões do Estado, oportunizando o acesso ao ensino superior de qualidade, sem a necessidade das pessoas se deslocarem para outros Estados do país. Além disso, contribuem com importantes projetos ligados ao desenvolvimento regional”, argumentou o professor Odilon aos conselheiros.

Na Unochapecó, alunos, docentes e técnicos estão mobilizados na luta pelo reconhecimento das universidades comunitárias. Integrantes do Grupo de Trabalho das Universidades Comunitárias visitam todas as turmas da universidade para orientar os acadêmicos sobre o papel das Comunitárias e convidando a todos para assinar a lista de apoio no site www.comunitarias.org.br. 

Objetivos educacionais sem visar lucro

A universidade comunitária tem como principal objetivo promover a educação. Por não ter donos, essas instituições não visam lucro e 100% de tudo o que arrecadam é investido na melhoria das estruturas físicas, biblioteca, capacitação de professores e técnicos, no aumento da demanda de cursos e em serviços que têm reflexo direto na educação. Pelos últimos levantamentos do Ministério da Educação e Cultura (MEC), inúmeras universidades comunitárias estão entre as melhores do Brasil na qualidade do ensino. A Unochapecó, por exemplo, foi classificada no Índice Geral de Cursos (IGC) como a melhor universidade do Oeste de Santa Catarina e uma das 100 melhores do Brasil, entre 1.793 faculdades, centros universitários e universidades avaliadas, dados que reforçam a importância e a seriedade do trabalho realizado por essas instituições no cenário nacional de educação.

Além da teoria, obrigatória em qualquer instituição de ensino, as universidades comunitárias se preocupam em possibilitar o contato de seus acadêmicos com o futuro mercado de trabalho em que serão inseridos. Para isso, oferecem oportunidades de estágio não obrigatório com remuneração mensal. Somente na Unochapecó, a cada semestre mais de 600 alunos têm a chance de estagiar na sua área de atuação, alcançando o equilíbrio necessário para seu desenvolvimento profissional, ao aliar teoria e prática.

As universidades comunitárias ainda desenvolvem as áreas de pesquisa e extensão, levando as ideias e ações promovidas dentro do campus para a comunidade em que estão inseridas, de forma a promover o desenvolvimento regional. Além disso, as facilidades de ingresso permitem que pessoas que antes não tinham possibilidade de cursar a educação de nível superior estejam dentro de uma universidade para ampliar seus horizontes. Centenas desses acadêmicos são contemplados com uma das diversas modalidades de bolsas de estudo oferecidas pelas Comunitárias e assim concluem sua graduação pagando muito pouco ou, até mesmo, nada do valor da mensalidade.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Bom Dia Santa Catarina

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