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Defesa Civil de Santa Catarina lança alerta de ciclone na costa
Defesa civil matem alerta com a quantidade d chuvas e velocidade dos ventos.
» 10/03/2010 - 08:39h

O alerta do Centro de Previsão Ambiental dos EUA (NCEP, na sigla em inglês) levou a Defesa Civil de Santa Catarina a emitir um alerta de ciclone para toda a costa catarinense até o fim da manhã desta quarta. “Ao contrário do Furacão Catarina, que se formou em alto mar e ganhou energia, este tem possível formação próximo da costa, ou seja, menos intenso”, disse o órgão do governo catarinense em nota publicada no site. A Defesa Civil alerta para ventos de até 80 km/h na costa e chuva que pode acumular até 50 mm. O alerta também se estende para o litoral norte do Rio Grande do Sul.

Para o mar, a Defesa Civil lembrou que a agitação mantém as condições adversas para navegação. “Os picos de onda perto da costa variam entre 3 m e 4 m. Em alto mar, as rajadas de vento podem ultrapassar 100 km/h e as ondas podem superar 5 m, condição totalmente desfavorável às atividades de pesca e navegação”, diz a nota. A Defesa Civil também pede aos cidadãos que alertem sobre movimentos de terra ou rochas próximas às suas residências, assim como para a inclinação de postes e árvores, acionando o órgão ou os Bombeiros sempre que possível.

O NCEP informou que o ciclone que atua sobre a costa do Sul do País pode evoluir para um ciclone tropical, segundo informe repassado às autoridades brasileiras na noite dessa terça. O fenômeno, monitorado pelo National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) e pela Marinha norte-americana, recebeu o código Invest90L, uma espécie de alerta de monitoramento.

Segundo a agência meteorológica Climatempo, as condições de formação do ciclone ainda são imprevisíveis, mas a tendência é que ele seja menos intenso. Os motivos para isso são o fato do fenômeno ter ficado praticamente parado no mar - sem avançar sobre a costa, como fez o Furacão Catarina, que atingiu o litoral Sul do País em 2004. Outro motivo é que o ciclone se manifesta através de rajadas de vento, ao invés de vento intenso e sustentado, o que mostra a tendência do fenômeno de migrar para o oceano. Segundo a Climatempo, não é possível descartar que o fenômeno ganhe maior intensidade nas próximas horas, mas a tendência é contrária.

 

Publicado por: Paulo Varella

Fonte: O Dia Online

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