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Com a abertura da nova base da empresa de distribuição de petróleo, Idaza, a gasolina, o diesel e o álcool voltam a ser transportados pela ferrovia em Lages. A Serra retoma seu espaço tornando-se um polo de combustível que atenderá também o Oeste e o Meio-Oeste.
Através da parceria entre a Idaza, a América Latina Logística (ALL), a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) de Canoas (RS) e a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) de Araucária (PR), o primeiro trem chegou carregado de combustível na última sexta-feira (15).
De acordo com o gerente de marketing da Idaza, Alaor Abreu, a cidade deixou de ser um polo desde quando a parceria entre o município e a ALL foi extinta, em 1997.
Período em que o Terminal das Companhias de Petróleo foi desativado. “Agora com a Idaza retornando à Serra, Lages terá um grande ganho e espero que as outras companhias retornem”, afirma.
Segundo Abreu, a empresa apostou no potencial da Serra. Com a inauguração da nova base de recebimento e distribuição ferroviária e rodoviária, a economia local será alavancada.
A geração de novos empregos e o aumento da receita de tributos são pontos relevantes.
Segundo o presidente da Associação Catarinense de Revendedores de Combustível, Sadi Montemezzo, o transporte ferroviário se tornará viável se tiver um pool de petróleo, quando mais empresas do setor vêm trabalhar na região. “O transporte rodoviário é mais rápido. Mas se houver um pool, a ferrovia torna-se viável até porque o preço é mais barato”, diz.
O transporte na via férrea
A empresa tem 11 filiais distribuídas nos estados do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, São Paulo e Goiás. Foi fundada há 14 anos e coincide com o tempo em que não houve o transporte ferroviário de combustível em Lages.
“A base começou a operar em julho de 2010, a inauguração do desvio ferroviário foi em fevereiro de 2011 e a primeira descarga já está acontecendo”, diz o gerente administrativo da Idaza, Guilherme Rusch Neto.
A distribuição é feita em postos da rede e postos de bandeira branca. A frequência do transporte depende do consumo. “Ainda não tem valor dos custos porque é a primeira vez do transporte. Mas o frete é mais barato do que o transporte rodoviário e a pretensão é que seja repassado ao consumidor”, diz Rusch. “Não vamos trabalhar sozinhos. É um marco muito importante recuperar o que a cidade tinha perdido”, completa Abreu.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Correio Lageano