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O 2° Festival de Dança de Florianópolis, que acontece de 17 a 21 de agosto, no Teatro Governador Pedro Ivo, anexo ao Centro Administrativo de Governo do Estado de Santa Catarina. Bailarinos de todo o Brasil e do exterior poderão concorrer a um total de R$ 20 mil – a segunda maior premiação oferecida em eventos semelhantes no território catarinense.
Além de ampliar o período de realização de três para cinco dias, o valor global distribuído entre os vencedores aumentou em função de duas premiações agora instituídas: melhor balé clássico de repertório e de destaque para algum profissional da dança ou conjunto de obra participante do evento.
A primeira, sugerida pelos próprios bailarinos clássicos, facilita a avaliação dos jurados ao analisarem em separado “trabalhos que não necessitem de valorização por criatividade e ineditismo, mas com algo tradicional das coreografias de repertório”, explica a curadora do festival, Bia Mattar. A segunda “é uma forma de reconhecer alguém de grande destaque, mas que não teve a oportunidade de levar o prêmio principal”, comenta Daniel Pozzobon, um dos organizadores.
A partir deste ano, a programação contará com uma sessão de gala, exclusiva para a apresentação de espetáculo convidado, que será anunciado em breve. Em 2010, o D-Efeitos, de São Paulo, foi a atração no primeiro ato da noite de abertura, com um pocket-show de dança de rua.
Outra novidade será a mostra não competitiva, no mesmo teatro, proporcionando aos artistas a oportunidade de se apresentar para avaliadores especializados, independentemente do concurso. Além de ser um estímulo a novos coreógrafos, bailarinos e grupos iniciantes e experimentais, “vale também para veteranos que nem sempre estão dispostos a competir, apenas mostrar a sua produção artística”, comenta Daniel.
O método de inscrição também mudou. Agora, os trabalhos solo, em duo e em trio passarão por seleção, que será feita por intermédio de vídeo. Conforme Carlos Eduardo de Andrade, também diretor do festival, “o objetivo é melhorar a qualidade do que será mostrado ao público”. Já os conjuntos, compostos por quatro ou mais bailarinos, não necessitam ingressar no processo seletivo. “Ainda estamos na segunda edição. Dependendo da procura, para o próximo ano, também teremos a seleção de conjuntos”, adianta.
Para Daniel, “as expectativas são superanimadoras e será a oportunidade de confirmar todo o sucesso que foi o primeiro, ao envolver gente de tantos lugares com os mais variados trabalhos”. Bia pondera também que “questões de como crescer sem perder a qualidade, até onde crescer e o que pode ser inédito e instigante aos participantes pairam as nossas ideias e fazem o projeto ficar vivo e investigativo, não apenas um festival de mostras e competições”.
Ao contrário do ano passado, quando os patrocínios surgiram somente depois de seu lançamento, o Prêmio Desterro já angariou apoios importantes nesta fase inicial. A direção da Unimed Florianópolis Cooperativa de Trabalho Médico, por exemplo, aprovou um investimento significativo ainda no começo do ano, utilizando os benefícios dispostos na Lei Municipal de Incentivo à Cultura, gerida pela Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. “Sem dúvida, o incentivo municipal ajudará a concretização desse evento. Estimamos a participação de aproximadamente mil bailarinos”, completa Carlos Eduardo.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Correio Lageano