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Existem inúmeros sites que proporcionam a comercialização ou mesmo troca de livros sem sair de casa. A comodidade da rede ainda não toma o lugar dos sebos e livrarias. O gosto por folhear os livros e ler trechos escritos no papel ainda prevalece.
Loywane Becker é vendedora numa franquia de livrarias em Lages. A loja não vende pela internet como acontece em outras da mesma rede. “A gente sempre fala que a nossa maior concorrência é a internet porque os preços são mais baratos. Quando não tem o livro, as pessoas dizem que vão procurar na internet”, diz.
Segundo ela, a procura maior é por literatura estrangeira e ressalta que fazem promoções e dão descontos frequentemente. O livro “Querido John”, do autor Nicholas Sparks, é vendido pelo preço de catálogo na loja, por R$29,90. Já em um site o preço cai para R$19,90.
A professora Maria Helena Guzati compra pela internet assim como sempre busca por sebos até quando viaja. “O que eu não encontro nas livrarias, eu procuro na internet que é mais fácil”, diz. Ela revela que o interesse é por livros de romance e de espiritismo.
Já Mário Pinto Furtado, que trabalha com pecuária, busca por livros técnicos da área de agronomia e zootecnia. “Aqui no sebo podemos manusear o livro e na internet não. Consigo ter o contato com o livro, dá para pesquisar”, afirma.
O Livra Livro é um site para troca. É gratuito e qualquer pessoa pode utilizá-lo. A troca é feita diretamente entre os usuários e o site apenas controla o processo de troca. Outro site é o Estante Virtual, que permite acesso a sebos de todo o país, tem por volta de 8 milhões de livros online cadastrados e mais 19 milhões offline.
O responsável por um sebo, Clóvis Andrade, diz que o mercado virtual ajudou a acelerar a venda de livros. Como a oferta é maior, há variação nos preços e também mais procura.
“Se facilita o acesso à leitura é bom. Sou a favor de aumentar a leitura independente se for pela internet ou não. Não acho que atrapalha nas vendas”, argumenta.
Clóvis afirma que já trabalhou com o mercado virtual e conseguiu vender livros técnicos que não vendia na loja. Atualmente, usa a rede para repor o estoque do sebo.
“Encontro livros em todo o país para trazer pra cá. Consegui o livro “A Tragédia do Caveiras” que não teve mais reedição e teve procura”, conta. Para ele, a internet proporciona a troca, a venda e a compra de livros que não existem mais no mercado.
A responsável por uma livraria, Lilian Cani, afirma que há público tanto para a internet quanto para as lojas. “Atrapalha um pouco pela facilidade que a internet oferece. A entrega é mais rápida”, diz.
Por outro lado, ela diz que na loja o cliente encontra o produto a pronta entrega e tem interação. “Isso nos ajuda bastante. Mas tem promoções na internet que não sabemos como conseguem fazer o baixo preço”.
Lilian completa dizendo que a empresa vai começar a trabalhar com mala direta via email para divulgação. Também há planos futuros para a venda através da rede.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Correio Lageano