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Na sessão ordinária realizada na última quinta-feira, 12, os vereadores da Câmara de Balneário Camboriú aprovaram, por unanimidade, o pagamento de mais de R$ 100 mil decorrentes das hospedagens de um grupo de chilenos que ficaram impossibilitados de voltar ao país de origem após o terremoto ocorrido em fevereiro deste ano. O prefeito Edson Piriquito (PMDB) havia firmado um acordo verbal com o governo do Estado de Santa Catarina para dividir os gastos de hospedagens e alimentação.
O terremoto ocorrido no Chile impossibilitou a volta de centenas de chinelos que visitavam Balneário Camboriú. Baseado no artigo 178, combinado com o artigo 183 da Lei Orgânica Municipal, o prefeito decretou Estado de Vulnerabilidade Temporária, visando garantir a integridade desses turistas.
O então governador Luiz Henrique da Silveira havia anunciado no Hotel D"Sintra, em Balneário Camboriú, que o Estado iria apoiar a Prefeitura nas despesas com os 1.700 turistas chilenos que permaneceram no município após o encerramento de seus pacotes turísticos. Ele informou ao prefeito que vinha mantendo contatos com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH) para que assumissem as despesas, mas se isso não ocorresse iria enviar uma media provisória à Assembléia Legislativa para garantir o recurso advindo do Estado. O acordo, porém, não foi cumprido e a Prefeitura Municipal deverá arcar com todas as despesas.
O vereador Claudir Maciel (PPS) questionou, durante a sessão, a atuação do governo do Estado. “A Prefeitura deveria ter feito uma proposta por escrito e encaminhado ao governo”, disse. O vereador Marcos Kurtz (PMDB) rebateu o comentário e alegou que a ajuda aos chilenos havia repercutido positivamente para o município. O assunto foi destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo.
Após a discussão a bancada aprovou, por unanimidade, o projeto de pagamento das dívidas.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Tribuna Catarinense