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“Não sei o que vai ser agora”, diz pedreiro que perdeu a mulher por botulismo
» 06/04/2011 - 21:38h

Um misto de dor e saudade tomam conta de Valdecir dos Santos, 38 anos, ao falar do primeiro mês sem a esposa, a dona de casa Benta Janaína Lamego, 36 anos, que morreu no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, em Joinville, vítima de botulismo.

Foi-se a esposa e mãe dedicada de três filhos — duas garotas de 16 e 14, e um menino de três anos —, que ainda chamam por ela, e uma mulher esforçada em fazer o melhor ao próximo.

— Não posso nem mais ir trabalhar, porque o meu pequeno chora e não fica sozinho de jeito nenhum. Não sei o que vai ser daqui para frente. Tem gente que nem conheço que vem me contar como ela ajudou. Ela trabalhava na associação de moradores e gostava de fazer os outros sorrirem — relata.

A vida sossegada que a família tinha em uma pequena casa cor-de-rosa, logo no início de uma rua de chão batido, em Araquari, deu lugar a dias de incerteza. A loja de roupas, que antes era gerenciada pela esposa, virou a única fonte de renda da família.

— Minhas filhas ajudam, mas ninguém tem vindo pagar e nem estou conseguindo vender nada. Assim não vai dar de sustentá-los — diz.
O caso

Benta Janaína Lamego, 36 anos, morreu na madrugada do dia 6 de março, em Joinville. Ela havia comido uma mortadela contaminada com a toxina botulínica, que causa botulismo.

A mulher deu entrada no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt na sexta-feira reclamando de dores abdominais, enjoo e vômitos. Ela passou por uma bateria de exames e acabou parando na ala psiquiátrica, onde morreu na madrugada de domingo, dia 6 de março.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Rádio Verde Vale

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