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O desconforto das dores pelo corpo: saiba as causas e como eliminar
» 04/09/2011 - 11:45h

“A ‘dor’ é uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a dano tecidual, real ou potencial, em termos de tais danos. Em termos mais simples, a dor é consequência de ataque ao corpo, seja externo (traumatismo, etc.) ou interno (doença), e também de origem somática”.

A médica do trabalho e anestesiologista com área de atuação dor, Drª. Rosana Fossati Gonçalves, que também é especializada em Acupuntura e tratamento de dor, e mestre em Ciências Médicas, pela USP, explica como procede a avaliação para identificar a intensidade da dor e, também, comenta sobre os encaminhamentos para eliminar o desconforto.

Em termos mais simples, a dor é consequência de ataque ao corpo, seja externo (traumatismo, etc.) ou interno (doença), e também de origem psicológica.

Na prática médica, a avaliação diária do paciente considera a análise de quatro sinais vitais, tais como pressão arterial, pulso, temperatura e respiração. O quinto sinal vital é, portanto, a dor, que deveria ser também uma preocupação diária da equipe de saúde. A implantação deste quinto sinal vital vai representar um enorme benefício para o paciente, pois permitirá tratá-lo a tempo e evitar o sofrimento. Para a instituição, ajudará com a menor permanência de paciente no leito hospitalar e aumentando, assim, sua eficiência e lucros.

Para saber quanto de dor o paciente sente, pode-se usar escalas simples, tais como a escala numérica de zero (nenhuma dor) a dez (dor insuportável). Desse modo, o paciente pode dar uma nota à sua dor e verificar se houve sua redução, com a diminuição de nota. Por exemplo, a dor no início era oito e, com a medicação, desceu para quatro.

Quando alguém sentir dor, principalmente quando não tiver explicação para esta dor, deverá buscar o médico.

Drª. Rosana elenca as principais queixas de dores por parte dos pacientes. Nesta primeira informação, conheça a dor chamada Cervicalgia.

As dores na região cervical ocorrem em 55% das pessoas em alguma fase da vida, sendo mais frequentes nas mulheres. A região cervical é constituída por sete vértebras. A primeira, chamada de atlas, articula-se com o crânio (osso occipital) e a sétima com a primeira vértebra dorsal.

A coluna cervical exerce função de sustentação, proteção e movimentação. Há diversos músculos que atuam na movimentação cervical, sendo as estruturas mais frequentemente relacionadas com a cervicalgia.
Dentre as causas da cervicalgia estão: anormalidades musculoesqueléticas, neurológias, viscerais, tegumentares e condições sistêmicas, ou localizadas à distância, como o tórax e a cabeça, podendo ser de natureza traumática, inflamatória, degenerativa e neoplásica.

Algumas situações ocupacionais como posturas inadequadas mantidas durante períodos prolongados, em ambientes insatisfatórios do ponto de vista ergonômico ou psicológico, podem gerar dores na região cervical.

A causa mais comum de dor cervical é a Síndrome Dolorosa Miofascial (SDM). A SDM pode ser ocasionada por traumas, alterações degenerativas e/ou inflamatórias, posturais inadequadas, ansiedade e depressão. O diagnóstico é realizado pela pesquisa dos pontos-gatilho (pontos que quando pressionados desencadeiam dor, geralmente irradiada para pontos à distância) nos músculos da região cervical. Os músculos mais comumente afetados são o trapézio, o esternocleiomastóideo, os escalenos e o levantador da escápula.

Em pessoas com queixas de dores cervicais, é importante a investigação de traumatismos cervicais ou cranianos, disfunções intervertebrais (alterações nos discos intervertebrais), doenças como Fibromialgia, tumores, doenças infecciosas (tuberculose), inflamatórias (artrite reumatóide, polimiosite, dermatomiosite ou espondilite anquilosante), doenças metabólicas e endócrinas e neuralgias. Esta investigação pode ser feita com a realização de uma boa história clínica, exame físico minucioso e exames complementares, como exames laboratoriais, radiografias, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

O tratamento da cervicalgia baseia-se na eliminação da causa e no tratamento da dor, que pode ser feito com medicamentos, fisioterapia, massagens, acupuntura, psicoterapia, infiltrações e, quando necessário, procedimentos cirúrgicos.

Para auxiliar no tratamento, deve-se recomendar o uso de travesseiros com altura adequada para acomodar a curvatura cervical, evitar posturas inadequadas, como segurar o telefone entre o ombro e a cabeça, realizar exercícios físicos regularmente e ajustar lentes de correção visual.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Tudo Sobre Xanxerê

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