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Obras de Saneamento Básico deixam buracos em Criciúma
» 03/03/2010 - 14:15h
Obras de Saneamento Básico deixam buracos em Criciúma

Placas distribuídas em algumas partes da cidade tentam “conformar” a população - que está irritada com a perturbação ocasionada pelas obras de saneamento e esgoto - com a mensagem: “Transtorno temporário, benefício permanente”. Mas não é isso que está acontecendo. Em alguns pontos, como na rua Sete de Setembro, no Centro, a Casan encerrou o trabalho e a via permanece recortada e tomada por buracos. “Dificultando o tráfego, levantando poeira e prejudicando o comércio local”, acrescenta Jeferson Rocha, que é dono de um restaurante e registra queda no movimento desde que a estrada virou um caos.

Na região central da cidade fazer o menor trajeto que seja é demorado e exige muita paciência dos motoristas. Buracos e desníveis de pista exigem atenção dobrada daqueles que estão atrás do volante e que, em um segundo de descuido, podem ter o pneu do carro furado, a roda entortada, a suspensão quebrada e até mesmo sofrer um acidente. Seu Jeremias De Fáveri, de 62 anos, já passou por quase tudo isso e há um mês evita tirar o carro da garagem. “Foi a solução encontrada para se incomodar menos e poupar gastos”, diz.

No bairro Comerciário, todas as lajotas foram retiradas da rua Constante Casagrande e uma equipe trabalha na implantação da rede coletora no local. Dois edifícios tiveram os acessos das garagens comprometidos. No Vera Cruz, dos 28 apartamentos, 12 estão sem garagem temporariamente. “Consequentemente, os carros ficam dia e noite na rua. Se algum for roubado ou danificado quem vai arcar com as consequências?”, questiona a sindica Francisca da Costa Alves.

Dificuldade até para

sair da própria casa

Indignada, a comerciante Francis Fogassa procurou a reportagem A Tribuna na tarde de ontem. Os dois acessos à empresa onde trabalha, também no Comerciário, foram interrompidos. Para chegar ao seu destino, diariamente, precisa fazer um trajeto três vezes maior. Francis contou ainda que o mesmo ocorre com pais que têm que deixar os filhos na escola e com moradores que são impedidos de chegar até suas casas de carro. “Questionei a empreiteira e me disseram que só cumprem ordem da prefeitura. Liguei para o 156 (número para registro de reclamações e sugestões da prefeitura) e disseram que o responsável para falar sobre o assunto não se encontrava. E o cidadão, como fica?”.

De Fáveri, Rocha, Francisca e Francis não são os únicos criciumenses indignados com o descaso das autoridades em relação às obras do esgoto sanitário de Criciúma, que iniciaram há um ano e continuam a deixar ruas e avenidas da cidade quase que intrafegáveis. De acordo com o convênio firmado entre prefeitura e Casan, tão logo efetive o saneamento de rua ou qualquer logradouro público, fica na obrigação do município reparar a via pública. Mas, em Criciúma, segundo denuncia a população, parte da cidade está “retalhada”.

Mais de 15 anos é o prazo previsto para que as três etapas estejam prontas

O prazo de conclusão das obras de saneamento básico é de 15 a 20 anos. A informação é do engenheiro sanitarista da Casan, Luiz Alexandre da Rocha. Segundo ele, a primeira etapa - que compreende 13 bairros, do Pio Correa ao Universitário e corresponde a 145 quilômetros de rede - deve ser concluída dentro de 60 dias. Já a segunda etapa, que vai ocorrer na Grande Próspera, terá início na metade do ano, deverá ficar pronta em dois anos e meio, quando 50% da população estará sendo assistida. O edital deve ser lançado ainda esta semana. A terceira etapa do projeto de esgoto vai contemplar o distrito de Rio Maina, a Santa Luzia e parte do bairro São Luiz. De acordo com Rocha, o sistema de esgoto é uma obra complexa, demorada e constante. “À medida que a cidade se expandir, a rede coletora terá de acompanhá-la”.

Transtorno

até abril

Assim que os trabalhos da empresa responsável pelo saneamento findam, é a vez da Secretaria do Sistema Viário atuar. Segundo o secretário Abrahão Souza, a Itajuí entrega uma lista com nome das ruas que já podem ser pavimentadas novamente. Dentro de dois ou três dias, segundo a administração, o trabalho é encerrado. “A gente deixa a via melhor do que estava. Caso o local não esteja em condições de ser recapeado, notificamos a empresa que deixa a rua melhorada”, observa.

A expectativa da prefeitura, da Casan e da Itajuí é findar todos os transtornos nas ruas da cidade até o final de abril. Conforme o secretário do Sistema Viário, atualmente seis equipes, com cerca de 10 funcionários, atuam no serviço de recuperação das vias por onde a Casan passa. “Estamos trabalhando para sermos ágeis e evitar mais problemas a pedestres e motoristas”, justifica.

Além do saneamento e esgoto, obras de gás natural e pavimentações rotineiras também estão sendo executadas na cidade.

O mapa do transtorno

Ruas interditadas para obras de esgoto

Aníbal Maria de França (entre a Rua Adolfo Konder e Victor Hugo)

Previsão de término da obra: 9 de março

Joaquim Nabuco (entre José de Patta e Celestina Zilli Rovaris) - em meia pista

Previsão: 10 de março

Marcos Rovaris (entre Sete de Setembro e Itajaí)

Previsão: 3 de março

Rua Agrícola Índio Guimarães (perto da Choppana)

Previsão: 11 de março

Ari Ravem (perto do Esfihão)

Previsão: 4 de março

Marcos Rovaris (entre Major Acácio Moreira e Itajaí)

Previsão: 13 de março

Celestina Zilli Rovaris (entre a Desembargador Pedro Silva e Joaquim Nabuco)

Previsão: 3 de março

Desembargador Pedro Silva (João Milioli e Almirante Barroso) - trânsito em meia pista

Previsão: 15 de março

Getúlio Vargas (entre São José e Santo Antônio)

Previsão: 13 de março

Ruas interditadas para camada asfáltica A. Mendes

Barão do Rio Branco (perto da Fábrica de Costela)

Constante Casagrande (lateral do Heriberto Hülse)

Iniciou camada asfáltica dia (22) pela Prefeitura e tem prazo de conclusão de 10 dias

Conselheiro Henrique Dalsasso (perto do Clube Neblina)

Rua Henrique Lage (perto do Alpes) pela Confer

Ruas em meia pista - obras SC GÁS

Rua Barão do Rio Branco

Marcelo Lodetti

Major Acácio Moreira até a Rua Sete Setembro

Fonte: Casan

 

Publicado por: Paulo Varella

Fonte: A Tribuna

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