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A colheita da safra da moranga já iniciou, mas os produtores têm pouco o que comemorar. Estima-se que a quebra na produção fique em 50% por causa de problemas climáticos. Além disso, há a preocupação com o baixo preço do produto.
De acordo com o secretário de Agricultura de Otacílio Costa, Luiz Carlos Oliveira, a quebra na produção teve como principal causa o execesso de chuva que tem sido registrado desde o ano passado. “O mau tempo fez aumentar a quantidade de fungos e pragas, afetando diretamente a planta”, afirma.
Ele explica que, numa produção normal, cada hectare produz entre 12 e 15 toneladas . Nesta safra, entretanto, o volume colhido deve ficar entre seis e sete toneladas, havendo, assim, uma quebra de aproximadamente 50% na produção. “Os produtores estão apavorados com essa situação”, diz.
O preço da moranga também não está agradando. Conforme o secretário, hoje os compradores oferecerem apenas R$ 0,35 pelo quilo na roça. “Isto é, além de problemas no volume da safra, os produtores estão sofrendo também com o baixo preço”, acrescenta.
Na visão do secretário, o ideal seria que o preço do quilo estivesse superior a R$ 0,40 centavos. Contudo, prevê um cenário mais animador nos próximos dias, isso porque há quatro semanas, o valor do quilo estava menora ainda: R$ 0,18 o quilo. “Ou seja, o preço está melhorando e isso nos deixa mais animados’, comenta.
O agricultor Hélio Tobias Pereira cultiva 35 hectares na localidade de Fundo do Campo. Ele já está começando a colheita. Reafirma a quebra na produção e revela que vai colher entre 380 a 400 toneladas nesta safra, cerca de 200 toneladas a menos que no ano passado.
Otacílio Costa é um dos maiores produtores de moranga da região. Por ano, são cultivados, em média, 600 hectares da planta. Nesta safra, a estimativa é que a produção fique em torno de 5 mil toneladas.
A atividade representa uma ótima opção de emprego e renda para muita gente. Morador no bairro Vila Fátima, Clóvis Corrêa está aproveitando o período de colheita para incrementar a renda familiar. “O dinheiro que a gente ganha ajuda bastante. Eu sempre aproveitei essa época para ganhar uns trocados”, conta.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Correio Lageano