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Postos de combustível com preços abusivos serão fiscalizados
» 15/04/2011 - 20:18h

Com as altas nos preços dos combustíveis, o governo quer fiscalizar postos de alguns estados do país. A ação se justifica pelo abuso no aumento e no acordo de preços feito entre os proprietários.

A desconfiança se dá em postos das cidades de São Luís e Natal, no Nordeste do país. A gasolina mais cara está no Pará, no valor de R$ 3,54. Em Rondônia e Roraima chega a R$3.
O aumento dos preços está frequente em todo o país. No mês de março, a média era de R$ 2,65. Em abril, passou para R$ 2,77.

Os indícios de cartel, quando os postos de gasolina combinam o preço, foram constatados pelo relatório da Agência Nacional do Petróleo (ANP), sobre o aumento no preço da gasolina vendida nos postos de São Luís.

A análise feita pela agência foi encaminhada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça.

São Paulo é o estado em que a gasolina é mais barata, pode ser encontrada a R$ 2,34.
Em Florianópolis, o preço do litro da gasolina já passa de R$ 3,00. Em março, o preço médio do litro no Estado era de R$ 2,642.

Nesta quinta-feira (14), a equipe do Correio Lageano percorreu cinco postos na área central da cidade. O preço mínimo da gasolina foi de R$ 2,69 e o máximo de R$ 2,87. Já o etanol mais barato foi encontrado a R$ 2,39 e o mais caro por R$2,89.

“Não adianta procurar muito. Às vezes o posto mais barato não é o que tem mais qualidade. A gente sente o efeito do aumento. É como se fosse um cartel no país inteiro porque na Argentina, que produz menos, a gasolina é mais barata. Já aqui, pagamos mais, apesar da produção ser maior”, afirma o comerciante Anderson Gorges.

O frentista Paulo Roberto Melo diz que na noite da última sexta-feira (8) o valor da gasolina teve reajuste no posto em que trabalha. “Muita gente fala que está caro. E é possível que aumente mais dentro de 20 ou 30 dias”, diz.

“É um absurdo o tanto que aumentou. Não é tabelado e tem posto em que o preço é abusivo. Eu acho que tem gente que se aproveita da situação para aumentar ainda mais”, revela o operador de máquina, Alexsandro Valente.

Segundo o diretor do órgão de Proteção ao Consumidor (Procon) em Lages, Júlio Borba, não existe o problema de abuso em Lages. “Não recebemos denúncias do consumidor. Se tiver algum abuso, faremos a fiscalização. Se necessário, o Ministério Público será comunicado, mas por enquanto não temos indícios”, explica. Na segunda-feira (11), o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, admitiu a possibilidade de aumento nos preços.

Os motivos são a crise no Oriente Médio, o valor do ICMS e o frete, que é diferente em várias regiões. Também o aumento do preço do etanol que é misturado à gasolina.


Como ficam as vendas de carros flex com os aumentos?


As vendas de automóveis flex recuaram de 87% para 84,7% em relação aos três primeiros meses do ano passado. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Já a de carros movidos a gasolina subiu de 8,2% para 9,7. As movimentações não se devem apenas ao preço mais alto do álcool. Para o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, a redução dos flex se deve ao aumento dos importados nos licenciamentos.

Em Lages, o consultor de vendas Alderan Leandro afirma que os aumentos constantes no preço tanto do álcool quanto da gasolina, não afetaram a procura.

“O interesse pelo carro flex continua com um fluxo bom. Temos a expectativa de que volte a abaixar o preço do álcool”, diz. Segundo ele, a preferência continua sendo pelo carro flex.

 

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Correio Lageano

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