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Professores municipais de Lages entram em estado de greve
» 03/09/2010 - 16:36h

Professores associados ao Sindicato Municipal dos Profissionais em Educação de Lages (Simproel) informaram na manhã desta quinta-feira (2) que estão em estado de greve por tempo indeterminado.

Eles reivindicam a valorização salarial da categoria. Se as negociações com a prefeitura não forem positivas, a classe pode entrar em greve, o que deixaria cerca de 17 mil alunos da rede municipal sem aulas.

Apoiado pela União Geral dos Trabalhadores (UGT) e pelos sindicatos da Casa do Trabalhador, o Simproel pede a implantação do piso salarial nacional como inicial de carreira. No próximo dia 15, a classe fará uma mobilização pela implantação do piso nacional, em local a ser definido.

A decisão de estado de greve foi tomada em Assembleia Geral realizada na noite de quarta-feira (1), que contou com a participação de aproximadamente mil professores.

De acordo com o presidente do Sindicato, Amilton Werlich, a categoria continua aberta às negociações e aguarda propostas do executivo municipal.

No estado de greve, a assembleia continua em aberto para receber qualquer proposta, apenas não são publicados editais nem a ata da assembleia, que fica como não encerrada. “Não significa que vamos paralisar agora, estamos abertos para negociação”, explica Werlich.

Na manhã desa quinta-feira (2), a diretoria administrativa do Simproel esteve reunida para fazer os encaminhamentos legais à prefeitura, para a mobilização que pede a aplicação do piso nacional, que hoje é de R$1.024,00.

Os professores que recebiam valor abaixo do piso, hoje o recebem, somando o salário base e as remunerações.

Werlich afirma que o que tem acontecido é o achatamento inicial da carreira, onde professores formados pelo magistério recebem o mesmo valor que professores graduados com ensino superior.

Segundo ele, neste momento apenas os profissionais em início de carreira estão sendo beneficiados com o piso.

“O piso nacional já é igual para todos, mas o que muda é o plano de carreira, que irá remunerar cada profissional de acordo com sua graduação e tempo de serviço. Com o plano de carreira, buscamos a valorização igualitária para todos os profissionais”, explica.

Para Werlich, uma forma de ajustar os salários consiste na boa administração das verbas destinadas à Educação.

Dentre as medidas que podem ser tomadas, cita a realização de um concurso público, que deixaria de lado funções ocupadas por professores que poderiam ser ocupadas por técnicos. “Nós não defendemos redução de professores, defendemos formas de economizar”, comenta.

Em entrevista ao portal CLMais, a secretária de Educação, Sirlei Rodrigues, afirmou que até às 12 horas desta quinta, ainda não havia recebido o comunicado oficial do Sindicato.

Segundo ela, desde 2009 a prefeitura de Lages paga o piso para os profissionais da educação.

“Ninguém pode ganhar menos que o piso nacional e desde o ano passado, atendendo a solicitação dos professores, o município paga este valor. Nosso compromisso é valorizar o professor sem comprometer a qualidade da educação”, explica.

Sirlei destaca que a maior dificuldade enfrentada pela prefeitura é a implementação do piso no plano de carreira e que as formas para viabilizar isto vêm sendo estudadas desde o ano passado.

Nesta semana, a secretaria recebeu outra resolução do Conselho Nacional de Educação, estipulando novas diretrizes para planos de carreira de funcionários públicos da educação básica, o que pode causar novo atraso nas negociações.

A secretária diz que além de fazer a adequação da lei de plano e cargos de salário do município, deve-se fazer plano de carreira também para os servidores, entre eles os da educação.

“Uma série de propostas vieram das escolas e sindicatos para que fizéssemos cortes para pagar o piso, mas ele já é pago. O pessoal quer uma coisa mas a todo momento chegam outras interferências que atrasam este trabalho”, completa a secretária.

 

Publicado por: Suellen Canani

Fonte: Correio Lageano

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