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Desde os sete anos de idade que Anderson Napoleão trabalha como engraxate. Ele conta que começou por necessidade para ajudar a mãe e os irmãos no sustento da família. Mas passou a gostar da profissão.
“Eu gosto do que faço. É um trabalho honesto como outro qualquer. Consigo tirar aqui o que muitos operários fichados não conseguem”, destaca. Hoje com 28 anos, Anderson obtém através deste serviço o sustento seus dois filhos e da esposa.
“Tenho clientes que fiz aqui na praça que me chamam para ir aos seus locais de trabalho. Isso demonstra reconhecimento. Médicos, advogados, todos esses caras. Eles não podem vir sempre aqui no ponto, então já deixam marcado comigo um dia da semana e eu vou”, conta o engraxate.
Seu irmão, Angelo Napoleão, por incentivo dele também optou por engraxar e já realiza o trabalho há dez anos. “Eu gosto. Enquanto trabalhamos, conversamos com os clientes, é um trabalho mais livre e conseguimos um bom dinheiro com ele”, alega.
Os engraxates trabalham de segunda a sábado, das 7h às 16h, e o ponto fixo deles é a praça Nereu Ramos, no centro de Criciúma, onde já têm muitos clientes fiéis. Um deles é o motorista, Rodinei Pedroso. “Admiro a força de vontade deles, sempre deixo eles fazerem este trabalho para dar uma força para a rapazeada”, comenta.
O colega de trabalho de Rodinei, Eduardo Niehues, segue o exemplo do amigo e sempre que consegue engraxa os sapatos com os irmãos. “Eles fazem o trabalho certinho, não tenho do que reclamar. Quando não tenho tempo de fazer em casa, venho aqui que eles fazem rapidinho”, diz Eduardo.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Clicatribuna