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Secretaria de Saúde de Videira intensifica ações de combate a Dengue
» 01/09/2010 - 21:34h

A Prefeitura de Videira através do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, continua empenhada em manter a cidade livre da presença do mosquito da Dengue. Diariamente os agentes realizam o controle em 143 armadilhas espalhadas pela cidade e em outros 50 Pontos estratégicos (locais de fácil acumulo de água). “De modo geral os alvos de monitoramento dos agentes são cemitérios, borracharias, ferros velhos e outros locais de acumulo de água, mas procuramos instruir toda a população para que fique atenta aos ambientes que possam atrair o mosquito, como caixas d´água, vasos de flores e outros pontos comuns nas residências”, explica o secretário de Saúde – Sandro Caregnato.

As armadinhas têm a finalidade de identificar a infestação dos ovos dos mosquitos na área, e assim, direcionar as ações de prevenção contra o Aedes aegypti. Cada imóvel onde é instalada a armadilha é monitorado quinzenalmente pelos agentes de saúde, que fazem a manutenção do equipamento e o recolhimento do material para análise em laboratório.

O Mosquito:

O Aedes aegypti procria rapidamente e o mosquito adulto vive em média 45 dias. Ele mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Prefere lugares quentes, mas não morre com o frio. A reprodução acontece em água limpa. Se esconde em lugares escuros (pneus). Só quem pica é a fêmea. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após um período de 10 a 14 dias, contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida.

O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transforma-se em mosquitos adultos, prontos para picar.

Sintomas:

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre (39 a 40º C), dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata, podendo ocorrer manchas vermelhas na pele. Quando a pessoa se infecta mais de uma vez, as chances aumentam dela vir a desenvolver a dengue hemorrágica. A doença dura de 05 a 07 dias. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e conseqüências como a morte.

Ao ser observado o primeiro sintoma, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. A pessoa que contrair a doença não deverá usar medicamentos a base de ácido acetil salicílico, como aspirina e AAS, pois estes poderão causar hemorragia. A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Os sintomas surgem de 03 a 15 dias após a picada do mosquito. A picada não tem coceira.

Medidas para eliminação dos locais de reprodução do mosquito:

Tampar os grandes depósitos de água: A boa vedação de tampas em recipientes como caixas d’água, tanques, tinas, poços e fossas impedirão que os mosquitos depositem seus ovos. Esses locais, se não forem bem vedados, permitirão a fácil entrada e saída de mosquitos;

Remover o lixo: O acúmulo de lixo e de detritos em volta das casas pode servir como excelente meio de coleta de água de chuva. Portanto, as pessoas devem evitar tal ocorrência;

Limpar os recipientes de água: Não basta apenas trocar a água do vaso de planta ou usar um produto para esterilizar a água, como a água sanitária. É preciso lavar as laterais e as bordas do recipiente com bucha, pois nesses locais os ovos eclodem e se transformam em larvas. E, além disso, os ovos vivem por até um ano sem água. Também as bromélias (estas plantas que acumulam água devem ser colocadas cloro. Cuidar com as piscinas das crianças no verão (tampar as mesmas) com um plástico e trocar a água semanal lavando bem a piscina.

A Secretaria de Saúde está à disposição da população para maiores esclarecimentos, em sua sede, na Antonio Ferlim, 550 no Departamento de Vigilância Epidemiológica.

 

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Bom Dia Santa Catarina

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