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Na manhã de 6 de fevereiro, a estudante Gabriela de Souza de Matia, de 20 anos, acordou pensando que teria um dia como outro qualquer. Mal sabia ela que terminaria com um filho nos braços, sem sequer saber que estava grávida.
Já no dia anterior a jovem começou a sentir dores inexplicáveis, mas pensou ser cólicas menstruais. “Era umas dores agudas na minha barriga. Então a minha mãe me deu alguns remédios para a dor e tentamos saná-la sozinhas. Mas no outro dia estava insuportável, então decidimos ir ao hospital”, relembra.
Poucos minutos, Gabriela foi informada que ia ser mãe. “O médico disse: sua filha pode estar grávida, vamos fazer o raio-x. Daí eu falei: mas doutor, não é recomendável, para não prejudicar o bebê. E ele disse: mas ela já está em trabalho de parto”, conta Izabel Regina de Souza, mãe de Gabriela.
Para as duas, a notícia era inacreditável. Assim que souberam, todos os familiares e amigos se mobilizaram para comprar as roupas e tudo o mais para uma criança recém-nascida. No hospital, fizeram até bolão para tentar acertar o sexo do bebê”, afirma a nova mamãe.
Após 40 minutos de espera, Otávio, nome dado por Gabriela em homenagem ao seu avó, abriu os olhos para vida. Uma criança saudável, embora a gestante não tivesse passado por qualquer exame pré-natal.
Como aconteceu
De acordo com a jovem, ela não desconfiou que estava grávida porque menstruou durante todos os nove meses. “Como minha menstruação vem apenas dois dias, às vezes três, não percebi. Mas comecei a engordar, daí eu e a mãe fomos a uma nutricionista e outros profissionais para ver o que era”, explica.
“Levei ela a vários lugares, começamos a fazer juntas reeducação alimentar, academia, tudo que não pode em uma gravidez. Ainda não acredito que Otávio nasceu bem”, comenta Izabel.
Segundo a nova mamãe, a barriga não estava pontuda e sim quadrada, o que dificultou a percepção da gravidez. “Como meu corpo já é durinho, realmente não percebi. Ainda é difícil de acreditar, mas o aceito completamente. Estou muito feliz de ser mãe”, diz Gabriela. “Ele veio porque tinha que vir. Estava predestinado”, completa a avó da criança.
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Portal Clicatribuna