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Você é daqueles que só levanta com o pé direito? Isola o azar batendo três vezes na madeira? Não passa por debaixo de escada de jeito nenhum? Mito ou verdade há quem acredite e leve a sério essas e outras superstições. Sair de casa numa sexta-feira 13, para muitos, só mesmo com muita reza. Mas de onde vêm tudo isso?
Ninguém sabe ao certo quando ou onde surgiu esse “medo”. Mas no Brasil é muito comum. Grande parte da população é supersticiosa. Superstição é crer em algo infundado, acreditar em coisas que são ditas de boca em boca. É o que se passa de avós, para pais, netos e filhos. Com a acadêmica do 8º semestre do curso de jornalismo Júlia Vieira foi exatamente isso que aconteceu. “Minha mãe é muito supersticiosa. Ela foi ensinando cada crença. Virou tradição em família”, conta.
Júlia tem muitas crenças, na verdade ela associou as superstições a um tipo de transtorno. “Tive problemas com TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo e pautava meus dias nas “manias” que achava que evitariam coisas indesejáveis”.
“Concretamente eu não acredito em nada, mas gosto de respeitar as superstições. É melhor prevenir do que remediar”, brinca a estudante Tuana Mara Lemos Medeiros, do 6º semestre do curso de Educação Física.
Para muitos a sexta-feira 13 é sinônimo de azar. “Eu não vou tomar um cuidado especial só por estar nesse “dia de azar”. Mas, ao final do dia, se algo der errado, posso usar isso como desculpa, mas, no fundo eu sei que vai ser uma coincidência”, frisa Tuana.
“Eu acho que é uma besteira. É um dia como outro qualquer. Isso teve origem na antiguidade, mas eu não acredito”, conta Felipe Vassoler, do 6º semestre de Administração.
A história diz que agosto dá azar porque, ao longo dos anos, muitas tragédias e fatos ruins aconteceram nesse mês. Os mistérios que envolvem a sexta-feira 13 são diversos. A explicação mais popular sobre isso vem dos cristãos. Jesus Cristo foi crucificado em uma sexta-feira, e na última ceia eram 13 pessoas – Jesus mais os doze apóstolos.
Renam Meinen está no último semestre do curso de jornalismo e ele confessa, não sai de casa com as meias do avesso de jeito nenhum. “Um dia eu as usei do avesso e deu tudo errado para mim. Não há comprovações científicas sobre a teoria das meias. Mas, sabe como é: o melhor é não arriscar”. Da mesma forma, Reman nunca passa por debaixo de escadas. “A superstição das escadas começou em um dia que eu caminhava com uma amiga. Ela desviou da escada, porque disse que dava azar. Eu desviei também, só para… não dar sorte para o azar. E assim ficou”, sorri.
Outros levam as superstições “na fé”. “Minhas superstições são mais em questão de orações. A primeira coisa que faço de manhã é uma longa oração, agradecendo mais um dia, pedindo serenidade, paz e luz, que meus ouvidos se fechem às coisas ruins, minha língua se guarde das maldades, que todos que se aproximarem de mim sintam a presença de Deus. É importante para eu me sentir segura e protegida para o dia que tenho pela frente. E para qualquer coisa que me dê medo, rezo um Santo Anjo”, relata Emanuelle Querino, também acadêmica da Unisul.
Cada um sabe o que faz bem acreditar ou não. Muitos são os mistérios e as dúvidas que giram em torno dessas superstições – cruzar com um gato preto, quebrar espelhos, ter a orelha quente, enfim, mitos ou verdades, a questão é: estamos numa sexta feira 13 e pior, no mês de agosto. Que tal então, começar o dia com o pé direito?
Publicado por: Andreia Varela
Fonte: Rádio Criciuma