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Vale do Itajaí tem 14 municípios entre os 100 com menor índice de analfabetismo do país.
Números têm caído pela metade a cada 10 anos desde a década de 1970.
» 18/06/2011 - 10:00h

O Vale do Itajaí tem 14 municípios na lista das 100 cidades com menor índice de analfabetismo do Brasil. Balneário Camboriú, Pomerode, Blumenau e Timbó aparecem no topo, entre as 20 cidades com a mais baixa taxa de iletrados acima de 15 anos, proporcional ao número de habitantes. Os dados são do Censo 2010 do IBGE. Os índices reforçam pesquisas anteriores.

Em 2007, Blumenau recebeu o selo de Cidade Livre do Analfabetismo, do Ministério da Educação, concedido também a Pomerode, Timbó, Indaial, Rio dos Cedros e Gaspar, municípios com índice de analfabetismo inferior a 5%. Na ocasião, Blumenau apresentava 1,8% de analfabetos, a única cidade do país com 300 mil habitantes a receber o título.

Em contrapartida, Blumenau — município do Vale com mais habitantes acima de 15 anos (247.480) — tem o maior número de analfabetos adultos: 4.379, 1,77% do total segundo o Censo. O índice tem caído pela metade a cada 10 anos desde a década de 1970, quando os municípios assumiram a responsabilidade pelas escolas básicas. Secretário da Educação, Osmar Matiola atribui o resultado à cultura de valorização da escola, mantida desde a colonização pelos blumenauenses:

— A educação sempre foi considerada um bem em si próprio. Na colônia havia sempre uma igreja, uma venda, o clube de caça e tiro e a escola, porque desde cedo o estudo era primordial.

Na oitava posição nacional, com apenas 1,5% de adultos iletrados, Balneário Camboriú é a cidade do Vale melhor colocada na lista nacional. Coordenador do Instituto de Pesquisas Sociais da Univali, Sérgio Saturnino aponta razões diversas à performance do município:

— Cerca de 50% da população vive na cidade há pouco mais de 10 anos. São migrantes que chegam com formação de primeiro mundo, com Ensino Médio e universidade já concluídos.

Para Itapema e Itajaí, 57º e 70º colocados respectivamente, Saturnino analisa o bom índice como fruto da necessidade de especialização de mão-de-obra que forçou a evolução dos níveis de instrução. Pomerode e Timbó não revelam receita especial para a queda dos índices. Para os municípios, a fiscalização da comunidade e a manutenção dos investimentos atuais são o suficiente.

— É muito comum, quando uma família de fora vem morar aqui, os próprios vizinhos ligarem para a escola ou ao Conselho Tutelar para contar que uma criança está fora da escola — diz a secretária da Educação de Pomerode, Neuzi Schotten.

Seu Riva, aos 53 anos, orgulha-se de saber escrever o próprio nome

O zelador blumenauense Rivadavia Correa, 53 anos, conhecido como Seu Riva, é um dos exemplos de quem deixou para trás o analfabetismo e está, aos poucos, avançando na leitura e escrita. Um pouco da história de Seu Riva você pode conhecer no vídeo abaixo. A história completa do zelador você acompanha na edição impressa do Santa deste final de semana.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Rádio Super Santa

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