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Vice avalia opções visando a eleição do próximo ano
» 07/04/2011 - 19:45h

O momento crucial para quem pretende concorrer nas eleições do ano que vem, mas ainda não sabe por qual partido, está chegando. Para ser candidato em outubro do ano que vem é preciso estar filiado ao partido pelo qual se pretende concorrer há pelo menos um ano e a necessidade de tomar uma decisão tem norteado as ações políticas do vice-prefeito de Tubarão, Pepê Collaço, que já esteve próximo do PMDB, foi oficialmente convidado a se filiar ao DEM e não descarta nem mesmo a possibilidade de permanecer no PP, o que parecia muito improvável há alguns meses. O desafio não é dos mais simples: estar nas fileiras de um partido de expressão, que tenha sólida posição na base governista e que lhe permita ser candidato, no mínimo, a vice-prefeito mais uma vez.
Pepê tomou uma decisão ainda no ano passado que nortearia toda a sua estratégia: optou por não arredar o pé do lado do prefeito Manoel Bertoncini, com quem cultivou uma relação de altos e baixos ao longo do mandato vigente. O que provocou uma natural tendência a deixar o PP, partido ao qual sempre foi filiado, mas que vinha tomando forma de oposição através das declarações de seu maior líder, o deputado estadual Joares Ponticelli.
O que era possibilidade virou evidência depois que Joares e Pepê começaram a trocar as menos amistosas declarações pela imprensa, com uso regular e irrestrito do verbo “vender”. Em entrevista exclusiva ao Diário do Sul, Pepê declarou que permaneceria no partido se ele fincasse pé no governo, mas admitiu que a possibilidade de filiar-se ao PMDB era considerada.

Reação - A ida para o PMDB chegou a ser acertada com lideranças do partido em um almoço na casa do vereador Ivo Stapazzol, mas a reação do diretório municipal em rechaçar o acordo de cima para baixo acabou dificultando os planos de Pepê. “Ele é muito bem-vindo, mas o PMDB não aceita jogo de cartas marcadas. Se quiser ser candidato a prefeito, a vice ou a vereador, ele vai ter que construir isso. Claro que ele tem uma situação privilegiada pelo posto que ocupa e pelo grande número de pessoas que traria, mas não pode ter nenhuma garantia prévia”, afirmou o presidente do partido, Jair Tártari. “O Brunel manda no diretório de Capivari. Aqui é outra história”, alertou uma liderança histórica do partido, referindo-se ao sogro de Pepê, prefeito da cidade vizinha.
O PMDB parece contar com a vaga de vice numa eventual chapa com Manoel Bertoncini como candidato à reeleição _ caso, claro, venha a compor o governo municipal. Mas até mesmo esse posto parece duvidoso, diante dos planos ousados de crescimento apresentados pelo DEM, que não ofereceu qualquer resistência à nomeação de seus quadros no governo.
A eleição de Tubarão seria um dos maiores focos do partido no Estado, dada a fraqueza eleitoral apresentada nas últimas eleições. Seriam, portanto, três riscos: o de o PMDB não aderir ao governo do qual ele faz parte; o de não se firmar dentro do diretório como indicado à majoritária; e o de ver sua sigla fora desta majoritária.

 

Publicado por: Andreia Varela

Fonte: Rádio Super Santa

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